31 de julho de 2008

Justiça de classes.

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Em um estado capitalista, a justiça existe para a defesa da propriedade privada e sua função é garantir a manutenção do status quo, ao mesmo tempo que garante direitos para todos. Paulo Henrique Amorim faz uma análise da questão: "A Procuradora da República em São Paulo Ana Lucia Amaral fez um levantamento sobre um conjunto de habeas corpus de que participa o Supremo Presidente Gilmar Mendes. . Os dados são públicos e podem ser coligidos no site do Supremo Tribunal Federal de que Gilmar Mendes é o Supremo Presidente. . A Procuradora se deu ao trabalho de fazer esse levantamento depois que o Supremo Presidente se inscreveu no livro Guiness dos Records, ao dar a um quadrilheiro, Daniel Dantas, dois HCs em 48 horas. . O levantamento demonstra a consistência dos votos do Presidente Supremo: para beneficiar ricos, ele prefere julgar na última instância, o Supremo, em lugar de mandar, como prevê a tradição do próprio Supremo (Súmula 691), que as instâncias inferiores decidam. . É uma questão de opção preferencial pelos ricos. . O que reforça a percepção dos brasileiros de que o Supremo Tribunal Federal é o tribunal dos ricos." Leia a matéria completa em: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=456

30 de julho de 2008

Algumas vezes a verdade demorar a aparecer, mas aparece.

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Algumas vezes, melhor dizendo, muitas vezes, a verdade demora a aparecer. Mas ela aparece, cedo ou tarde. Carta Capital publicou em seu site, toda a trajetória do caso Daniel Dantas: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=1643

29 de julho de 2008

A Quarta Frota.

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Brasão da Quarta Frota do Império Estadunidense que irá fazer a "vigilância" dos mares da Amérlca Latina para nos "proteger".

28 de julho de 2008

Mainardi se explica na TV

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Vídeo de Diogo Mainardi se explicando em um programa que é um dos preferidos da elite branca brasileira. O programa é feito nos Estados Unidos para um canal da TV paga brasileira. Se chama "Manhattan Connection". Jornalistas que vivem lá e alguns que ainda vivem aqui e defendem sempre os mesmos valores. Que coincidem com os da Rede Globo. Assista: http://www.youtube.com/watch?v=Ho4KAV29YIM

Não confundir: agressividade não é coragem.

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Luiz Nassif tem razão quando diz que não se deve confundir agressividade com coragem. Ele se refere ao caso Daniel Dantas e aos ataques que Diogo Mainardi ( o "guru" da direita) vêm fazendo a ele, Luiz Nassif. Mainardi está sendo investigado por envolvimento na questão e sai atirando para todo o lado, principalmente contra Nassif e outros, mas também contra a PF, contra o governo Lula e muita gente.

Universidade do MST

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Matéria do Estadão sobre a Universidade do MST: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080727/not_imp212618,0.php

Blog do Protógenes

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Blog de Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal que prendeu Daniel Dantas e Cia. : http://www.blogdoprotogenes.com.br/

25 de julho de 2008

Editorial Vermelho

Um comentário:

Publicado no portal Vermelho em 23 DE JULHO DE 2008 - 22h26

"Lista suja e a panacéia da ética

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) publicou em seu site – com direito a ampla cobertura midiática — uma lista com dados sobre candidatos a prefeito e vice nas 26 capitais do País que tenham processos na Justiça. A mídia qualificou os 15 candidatos que integram a lista como ''candidatos ficha-suja'', passando para a população a falsa idéia de que todos os políticos citados são ''farinha do mesmo saco'', criminosos e corruptos que não merecem o voto dos eleitores. Não se sabe qual será o resultado prático desta iniciativa, mas desde já ela causa grande polêmica. A simples divulgação dos dados não é um problema. Afinal, as informações são públicas. O problema reside no uso político que se faz deste tipo de iniciativa. Em São Paulo, por exemplo, os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM), auxiliados pela imprensa conservadora, estão deitando e rolando em cima da situação, usando-a para atacar a candidatura da petista Marta Suplicy, que foi incluída na lista por responder a um processo movido por seus adversários políticos da direita. Não foi sem razão que a coligação de Marta emitiu uma nota de repúdio contra a iniciativa da AMB, qualificando a divulgação da lista como uma medida ''arbitrária, tendenciosa e leviana''. A nota ressalta que a lista ''prejudica uma candidatura idônea, que não tem nenhuma condenação em nenhuma última instância'' e sugere que a AMB tomou a iniciativa movida por interesses políticos. Além de política, a iniciativa é também injusta, pois inclui na lista, por exemplo, candidatas --como Leila Márcia (PCdoB) e Marinor Jorge Brito (PSOL), ambas de Belém (PA)-- que estão sendo processadas por suas atuações em movimentos sociais. Leila foi processada por liderar uma manifestação estudantil e Marinor por participar de uma greve. Outro grave problema é que, apesar da AMB ser uma entidade da sociedade civil, ela é composta unicamente por juízes, ou seja, servidores do poder judiciário que estão, na prática, interferindo no jogo eleitoral à margem da legislação que rege a disputa. E que, por definição, deveriam ser isentos e nunca prejulgar nem afrontar o princípio democrático da presunção da inocência - isto é, de que ninguém pode ser considerado culpado antes do julgamento pela Justiça. O contrário disso é o linchamento, a justiça feita à margem dos tribunais regulares. Como bem registrou a nota da coligação que apóia Marta Suplicy, é surpreendente ver uma associação ''cujos integrantes têm a responsabilidade de administrar a Justiça cometer um gesto que caracteriza prejulgamento ou rito simbólico de execução sumária''. A defesa dessa iniciativa pelo presidente da AMB, Mozart Valadares, confirma esses temores. Ele alegou que a entidade não está se ''metendo em política'' mas, logo em seguida, cai em contradição e diz que a entidade está apenas ''discutindo a qualidade de nossos políticos'' pois ''queremos um país menos corrupto'' - como se coubesse a qualquer instância - e principalmente a uma organização que reúne magistrados - chamar para si decisões que, num regime democrático, cabem somente ao povo. É uma versão canhestra do velho bordão que assegura que ''o povo não sabe votar''. Tal como muitas outras panacéias moralistas, a lista surge como se fosse um remédio milagroso para os males da política. É a velha tentação equivocada de resolver um problema estrutural com medidas cosméticas. Quem realmente defende e entende o que é ética na política sabe que a solução do problema da corrupção e da má gestão pública passa por uma ampla reforma, popular e democratizante, no sistema político nacional e não por uma iniciativa que mais confunde do que ajuda o eleitor a escolher seus representantes."

24 de julho de 2008

Charge de Simanca para a Tarde

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Capital: a contradição viva.

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Trecho do livro de István Mészáros, "O desafio e o fardo do tempo histórico", pág. 86:
"4.1 Capital: a contradição viva
4.1.1
Independentemente das alegações da atual "globalização", é impossível existir universalidade no mundo social sem igualdade substantiva. Evidentemente, portanto, o sistema do capital, em todas as suas formas concebíveis ou historicamente conhecidas, é totalmente incompatível com suas próprias projeções - ainda que distorcidas e estropiadas - de universalidade globalizante.
E é enormemente mais incompatível com a única realização significativa da universalidade viável, capaz de harmonizar o desenvolvimento universal das forças produtivas com o desenvolvimento abrangente das capacidades e potencialidades dos indivíduos sociais livremtene associados, baseados em suas aspirações conscientemente perseguidas.
A potencialidade da tendência universalizante do capital, por sua vez, se transforma na realidade da alienação desumanizante e na reificação. "

23 de julho de 2008

Getúlio assim escreveu.

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Diário de Getúlio Vargas em 3 de outubro de 1930:


“Se todas as pessoas anotassem diariamente num caderno seus juízos, pensamentos, motivos de ação e as principais ocorrências de que foram parte, muitos a quem um destino singular impeliu poderiam igualar as maravilhosas fantasias descritas nos livros de aventura dos escritores da mais rica imaginação.


O aparente prosaísmo da vida real é bem mais interessante do que parece. Lembrei-me que se anotasse, diariamente, com lealdade e sinceridade, os fatos de minha vida como quem escreve apenas para si mesmo e não para o público, teria aí um largo repositório de fatos a examinar e uma lição contínua de experiência a consultar.



Não o fiz durante a minha mocidade cheia de episódios interessantes que vão se apagando pouco a pouco da memória. Depois, o trato contínuo com os homens e as observações feitas sobre os mesmos em fases e circunstâncias diferentes nos habilitam a um juízo mais seguro.
Lembrei-me disso hoje, dia da Revolução.


Todas as providências tomadas, todas as ligações feitas. Deve ser hoje às cinco horas da tarde. Que nos reserva o futuro incerto neste lance aventuroso?...


Pela manhã recebi o secretário da presidência, com quem despachei a correspondência do dia, e entreguei-lhe para passar a limpo o manifesto revolucionário que deverá ser publicado amanhã...



Chegou às 10 horas o coronel Claudino Nunes Pereira, comandante da Brigada Militar. Achei-o mais confiante. Estava antes vacilante e um tanto desanimado.



Não acreditava no êxito do movimento... Atendi.. o dr. João Simplicio, secretario da Fazenda... Nada sabia sobre o movimento preparado para hoje, apenas os boatos insistentes que corriam a cidade... disse-me que queimaria toda a sua biblioteca se Minas entrasse no movimento revolucionário porque, se tal acontecesse, instituiria uma subversão completa de todas as noçòes que ele havia aprendido...



Quatro e meia, aproxima-se a hora. Examino-me e sinto-me com o espírito tranqüilo de quem joga um lance decisivo porque não encontrou outra saída digna para o seu estado. A minha sorte não me interessa e sim a responsabilidade de um ato que decide do destino da coletividade.


Mas esta queria a luta, pelo menos nos seus elementos mais sadios, vigorosos e ativos. Não terei depois uma grande decepção? Como se torna revolucionário um governo cuja função é manter a ordem? E se perdermos? Eu serei depois apontado como responsável, por despeito, por ambição, quem sabe?


Sinto que só o sacrifício da vida poderá resgatar o erro de um fracasso”.

Roubo histórico!

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Por Mário Maestri, no Brasil de Fato, 11/09/2007 "Em 6 de maio de 1997, a batida seca do martelo concluía um dos maiores roubos do século 20. Extremamente rentável, com patrimônio na época de mais de cem bilhões de dólares, a Companhia Vale do Rio Doce era vendida por pouco mais de R$ 3 bilhões, o equivalente ao atual lucro trienal da empresa. Boa parte dos recursos para o assalto foi fornecida pelo BNDES, ou seja, pelo próprio Estado! Apenas em 2006, a Companhia Vale do Rio Doce teve um lucro de doze bilhões de dólares. Em começos do século 20, capitais mundiais se interessaram pelas riquíssimas reservas minerais brasileiras, que permaneceram inexploradas devido aos enormes investimentos que a extração, transporte, beneficiamento, exportação dos produtos exigiam. Em 1942, durante a II Guerra, o presidente Getúlio Vargas fundou a Companhia Vale do Rio Doce, como desdobramento da criação, no ano anterior, da Companhia Siderúrgica Nacional. A construção de Companhia Siderúrgica Nacional, a fundação da Vale do Rio Doce, a nacionalização das reservas minerais objetivavam apoiar o processo de industrialização, por capitais privados nacionais, sobretudo do Centro-Sul, voltada ao abastecimento do mercado interno. Com fortes investimentos públicos e o avanço da industrialização, antes mesmo da reorientação geral da produção nacional para o exterior, quando da Ditadura Militar, a Vale do Rio Doce tornou-se a maior empresa no setor da América Latina e a segunda do mundo. Quando da privatização, já pertenciam ao passado as dificultadas que haviam impedido a apropriação mundial dos minérios brasileiros. A Vale do Rio Doce possuía enormes centros extrativistas através do país, mais de nove mil quilômetros de ferrovias, dez terminais portuários, subsidiárias em outras regiões do planeta, mercados consolidados através de todo o mundo. Os enormes investimentos públicos haviam criado negócio milionário que irrigava regiamente os cofres nacionais. A vitória da contra-revolução neoliberal nos anos 1980-90 determinou derrota histórica, ainda não superada, do mundo do trabalho. Sob o aplauso da grande mídia e a participação ou o silêncio cúmplice de políticos, intelectuais, formadores de opinião, etc., empreenderam-se através do mundo a destruição de conquistas sociais históricas e o abocanhamento dos bens públicos pelo grande capital privado. Não foi um azar da sorte que, no Brasil, o saque neoliberal tenha sido orquestrado por Fernando Henrique Cardoso. Ao contrário de seus colegas criadores da “Teoria da Dependência”, o sociólogo paulista propunha, já nos anos 1970, a felicidade do Brasil através de sua submissão ao capital mundial. Ao contrário do que dizem por aí, o homem fez tim-tim por tim-tim o que sempre escreveu! De 1º a 9 de setembro deste ano, realizou-se, através do país, plebiscito promovido por organizações sociais e políticas populares, sobre a necessidade da anulação da venda fajuta da Companhia Vale do Rio Doce e restabelecimento da sua propriedade pública. O plebiscito consulta também a população sobre a anulação da “reforma da Previdência”; a interrupção do pagamento da “Dívida Externa e Interna”; o fim do aumento das tarifas públicas, por concessionárias privadas de serviços públicos, etc. Foi quase total o silêncio da grande imprensa sobre o plebiscito popular. O PT apoiou a iniciativa apenas na ponta do seu bico comprido, não mexendo um dedinho sequer para a maior massificação da iniciativa, que assusta muita gente, além dos controladores da Vale do Rio Doce. A pequena multidão que votou no plebiscito registra mal-estar crescente entra a população nacional. São cidadãos e cidadãs comuns que, após viverem duas décadas sob os resultados amargos das políticas privatistas, gritam sem medo por “mais público, menos privado”, para que esse país conheça condições mais humanas de existência." * Mário Maestri, 59, historiador, é professor da UPF. E-mail: maestri@via-rs.net

Um só candidato.

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Segundo o TSE, em 145 municípios brasileiros haverá apenas um candidato a prefeito. O sistema do TSE registra 2.774 municípios com disputada entre dois candidatos apenas e 1.616 com três candidaturas.
Mas isso vai mudar conforme os dados forem sendo computados.

22 de julho de 2008

Karadzic foi preso.

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O "terapeuta" Karadzic, Foto: Reuters


Radovan Karadizc, de 62 anos, ex-presidente sérvio da Bósnia, foi preso em Belgrado. Acusado de genocídio e massacre de 8000 muçulmanos bósnios em Srebrenica.

Karadizc é psiquiatra de formação e trabalhava atualmente numa clínica méida de Belgrado, com a identidade falsa de Dragan David Dabic.

Segundo a agência de O Globo, o Dr. Dabic era festejado como terapeuta da "Nova Era", sendo conhecido como "especialista" em "silêncio" e "meditação" e escrevia uma coluna para uma revista local intitulada "Vida Saudável".

Informação completa em :



http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/07/22/karadzic_carniceiro_da_bosnia_estava_trabalhando_em_clinica_de_belgrado-547354484.asp

A Resposta de Júlio César.

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Segue a resposta de Júlio César à súplica de Afrânio:



"[85] 1. A elas dá César a seguinte resposta: de todos ele era o único a quem menos calhava o papel de encenar lamúrias e apelos a compaixão; 2. sim, os outros todos tinham cumprido suas responsabilidades: ele, César, que, mesmo em condições propícias, em lugar e momento favoráveis, não quis atacar, para que a abertura para a paz fosse totalmente preservada; o seu exército, que apesar de ser vítima de ultrajes e ter os seus assassinados, poupou e protegeu os adversários que estavam sob seu poder; os soldados do exército inimigo, que por iniciativa própria fizeram tratativas para chegar à paz, no que tiveram em mente salvaguardar a vida de todos os seus camaradas.

3. Portanto, o desempenho de todos os grupos teve como base o sentimento de humanidade. Os chefes, sim, tiveram aversão à paz; não respeitaram as normas da negociação e da trégua, assassinaram com a maior crueldade pessoas ingênuas que se iludiram com a possibilidade de conversações. 4. Acontecera, portanto, com os líderes, o que sói à maioria dos homens de obstinação e arrogância desmedida, a saber, recorrem àquilo que há bem pouco desprezaram e o pedem com a maior ânsia.

5. Não ia ele agora tirar vantagem da humilhação deles e de sua situação favorável e fazer exigências para aumentar suas próprias forças, mas queria que fossem desmobilizados os exércitos que há muito sustentavam contra ele. (...)


11. Tudo isso, no entanto, ele suportou e suportaria pacientemente; seu propósito no momento não era manter para si o exército que lhe tinha sido tirado – coisa que lhe não seria difícil – mas fazer com que não o tivessem para usá-lo contra ele. 12. Portanto, como tinha sido dito, deviam deixar a província e licenciar o exército; se o fizessem, ele não faria mal a ninguém. Essa era a única e última condição de paz.


[86] 1. Essa atitude de César provocou grande alegria e satisfação entre os soldados, como se pôde perceber de suas próprias manifestações, pois eles que teriam esperado um merecido castigo, recebiam até mesmo o prêmio da desmobilização.”

Gaius Julius Caesar

A súplica de Afrânio

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Durante a Guerra Civil Romana (49 - 48 a.C), entre as tropas comandadas por César contras os exércitos de Pompeu, uma das batalhas é a conduzida na região de Lérida, Gália (atual Espanha). Após dias de lutas sangrentas e combates grandiosos, o General Afrânio, partidário de Pompeu, fez um pedido de rendição, que se segue, segundo o livro BELLUM CIVILE - Livro Primeiro:


"[84] 1. Enfim, os afranianos, completamente bloqueados, há quatro dias sem forragem, com os animais retidos dentro do acampamento, com falta de água, lenha e trigo, pedem conversações e, se possível, longe da presença de soldados. 2. César recusou a condição e aceitou as conversações desde que fossem públicas; é dado como refém a César o filho de Afrânio.

3. Reúnem-se em lugar escolhido por César. Afrânio se põe a falar perante os dois exércitos: não era justo enfurecer-se com os generais e seus soldados por terem querido manter a lealdade a Pompeu, seu comandante supremo. 4. Mas já tinham cumprido bem com o seu dever e passado por bastantes sofrimentos: tinham agüentado até o fim toda a sorte de privações; agora, porém, acuados, quase como feras, estavam impedidos de beber, de mover um passo; não tinham mais como suportar no corpo a dor e na alma a humilhação.

5. Por isso se reconheciam vencidos; pediam e suplicavam, se houvesse ainda espaço para a compaixão, que não fossem obrigados a caminhar para o derradeiro suplício. Essas declarações são feitas da maneira mais humilde e submissa possível."

General Afranio

21 de julho de 2008

Imagens do mundo: Teerã

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Cidade de Teerã, Capital da República Islâmica do Irã.

4ª e 5ª Teses sobre Feuerbach - Por Karl Marx

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Quarta Tese
" Feuerbach parte do fato da auto-alienação religiosa, da duplicação do mundo no mundo religioso, representado, e num real. O seu trabalho consiste em resolver o mundo religioso na sua base mundana. Ele perde de vista que depois de completado este trabalho ainda fica por fazer o principal. É que o fato de esta base mundana se destacar de si própria e se fixar, um reino autônomo, nas nuvens, só se pode explicar precisamente pela autodivisão e pelo contradizer-se a si mesma desta base mundana.
É esta mesma, portanto, que tem de ser primeiramente entendida na sua contradição e depois praticamente revolucionada por meio da eliminação da contradição. Portanto, depois de, por exemplo a família terrena estar descoberta como o segredo da sagrada família, é a primeira que tem, então, de ser ela mesma teoricamente criticada e praticamente revolucionada."
Quinta tese: "Feuerbach, não contente com o pensamento abstrato, apela ao conhecimento sensível [sinnliche Anschauung]; mas, não toma o mundo sensível como atividade humana sensível prática."

Ciência e esoterismo.

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Interessante e importante texto de Antônio Luiz Costa, publicado na Revista CartaCapital. Os grifos são meus: " Errar é científico, insistir no erro é esotérico 26/06/2008 15:40:03 Antonio Luiz M. C. Costa
Um cientista tem maior probabilidade de estar certo sobre problemas relativos à sua especialidade do que um leigo. Mas errar é inevitável nessa profissão. Sempre que se formula um novo problema ou se abre um novo campo de pesquisa, várias hipóteses concorrentes são formuladas, das quais a maioria sucumbe a questionamentos lógicos e matemáticos ou aos testes experimentais.
Mesmo teorias aceitas por muito tempo e com base nas quais foram desenvolvidos programas de pesquisa férteis e invenções úteis, podem ser superadas e se mostrar “erradas” quando confrontadas a problemas novos e inesperados, como a mecânica newtoniana ao ser confrontada com os fenômenos quânticos e relativísticos.
Isso faz parte da história e da lógica da ciência: não se trata de uma verdade revelada, mas da construção gradual de teorias cada vez mais amplas, precisas e consistentes, buscando por aproximações sucessivas uma explicação mais completa e perfeita do Universo, sem jamais pretender a verdade absoluta e definitiva.
Uma nova teoria pretende apenas oferecer uma “verdade” mais robusta – ou seja, mais resistente a testes e questionamentos – e que ao mesmo tempo seja mais abrangente, refinada e precisa que as concepções anteriores.
A mentalidade religiosa tem dificuldades em entender a relatividade da verdade e do erro pressupostas pelo método científico. Não compreende que a ciência não propõe apenas um conteúdo diferente, mas também uma diferente concepção de “verdade” e outro caminho para chegar a ela.
Não é raro encontrar fundamentalistas religiosos alegando que a teoria da Evolução está refutada porque duas correntes evolucionistas têm alguma discordância ou porque tal ou qual hipótese ou especulação de um evolucionista do século XIX ou do começo do século passado foi superada por descobertas empíricas ou por desenvolvimentos teóricos mais recentes dentro da própria teoria da Evolução.
Pensam nas pessoas de mentalidade científica como se fossem seus reflexos invertidos e vissem em cada artigo científico uma Bíblia e em cada cientista um profeta ou papa infalível. Esse tema dá muito pano para manga, mas nesta oportunidade pretendemos nos referir ao outro lado da moeda.
Pensamentos de tipo religioso que incorporaram partes da ciência de seu tempo e pretenderam superar religiões mais tradicionais apresentando-se como revelação e síntese definitiva da religião e da ciência, esquecendo-se que o segundo termo da equação, por definição, jamais é definitivo.
Isso foi particularmente comum em correntes religiosas e esotéricas surgidas a partir de meados do século XIX, quando o interesse popular pela ciência foi despertado pela educação pública, por livros de divulgação científica e pela rápida difusão de novas invenções e descobertas. Muitas das novas “verdades reveladas” usaram da aparente compatibilidade com algumas das mais arrojadas concepções científicas de seu tempo para afirmar sua superioridade. Tanto em relação tanto às religiões tradicionais, baseadas em concepções de mundo pré-modernas, quanto à própria ciência de seu tempo, já que alegavam poder “revelar” com certeza o que para a ciência era mera hipótese, proporcionar exatidão quando cientistas podiam apenas oferecer estimativas e preencher com informações claras e detalhadas todas as áreas sobre as quais os especialistas científicos precisavam confessar sua dúvida ou ignorância.
Mas aconteceu que, muitas vezes, a ciência avançou de tal maneira que as concepções científicas que as tais verdades reveladas diziam incorporar foram superadas em poucas décadas. Visto que, para o pensamento baseado na suposta revelação por meios espirituais, admitir e corrigir erros é extremamente difícil, o resultado é que essas religiões e filosofias que se tinham como avançadas acabaram por fossilizar em dogma muitas noções que eram cientificamente defensáveis no século XIX ou início do século XX, mas hoje estão tão superadas quanto o geocentrismo ou o criacionismo das correntes mais obscurantistas das religiões tradicionais.
É o caso da doutrina kardecista, que surgiu em um meio razoavelmente culto e incorporou o espírito científico da segunda metade do século XIX (Allan Kardec escreveu suas obras nas décadas de 1850 e 1860) a ponto de se considerar “ciência”. Um dos amigos e primeiros adeptos de Kardec era um conhecido autor de livros de ciência popular e astrônomo: Camille Flammarion.
Flammarion gostava de especular sobre a possibilidade de vida em outros planetas, com tanto entusiasmo quanto Carl Sagan nos anos 1980 e 1990, apesar de ter muito menos informação. No seu tempo, pouco se sabia dos planetas além de seu tamanho e posição: apareciam aos telescópios, quando muito, como pequeninos círculos de luz vagamente manchados. Procurando tirar leite de pedra, Flammarion, como alguns colegas, acompanhava o escurecimento periódico das manchas de Marte (hoje explicado como resultado do transporte de poeira pelo vento) e tentava explicá-lo como crescimento sazonal da vegetação, partindo daí para especulações sobre a avançada civilização sugerida pelos misteriosos (mas completamente ilusórios) “canais” avistados por astrônomos imaginativos que se esforçavam por encontrar padrões precisos por trás dos borrões fornecidos por suas lentes.
Em outros planetas, não havia nem esse tipo de sugestão, o que não o impedia de fantasiar sobre a possibilidade de seres vivos em Júpiter ou Mercúrio. Suas concepções influenciaram o espiritismo, para o qual a vida em outros planetas tornou-se um ponto crucial da doutrina – a Terra é apenas um entre inúmeros mundos habitados, nos quais os espíritos passam por um “aprendizado” antes de poderem se encarnarem em mundos mais avançados. Continua difícil refutar cabalmente essa idéia no que se refere a planetas de outros sistemas solares, que ainda não podemos observar em detalhes.
Mas Kardec – e também Flammarion, quando atuou como médium – tinham em mente também a Lua, Marte, Vênus, Mercúrio e outros planetas sobre os quais hoje podemos ter certeza que não existe vida tal como a imaginavam. “Todos os globos são habitados”, garantiu Kardec em O Livro dos Espíritos (1857). "Segundo os espíritos, de todos os mundos que compõem o nosso sistema planetário, a Terra é dos de habitantes menos adiantados, física e moralmente. Marte lhe estaria ainda baixo, sendo-lhe Júpiter superior de muito, a todos os respeitos...". Ainda mais interessente sobre esse tema é A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo (1868) que pretendia ser a resposta de Kardec ao Gênesis bíblico, contar a “verdadeira” origem do Universo, da vida e da humanidade e demonstrar o caráter ao mesmo tempo científico e espiritual do espiritismo.
Um capítulo inteiro foi escrito com base em supostas revelações a Flammarion de Galileu Galilei – que, na qualidade de espírito desencarnado, supunha-se capaz de viajar por todos os mundos a velocidade do pensamento. Mas as revelações que Flammarion atribuiu ao mestre Galileu não eram mais que produto de seu próprio conhecimento somado a seus devaneios e especulações, como a astronomia e a astronáutica do século XX e XXI deixaram óbvio. Afirmou, por exemplo, que embora a face visível da Lua fosse deserta e inabitável, havia fluidos líquidos e gasosos que permitiam a vida na face oposta.
Disse que o anel de Saturno era sólido e único (são muitos anéis, feitos de inúmeros fragmentos), ignorou os anéis ainda não descobertos de outros planetas, disse que Júpiter tinha quatro satélites (como se acreditava da época – mas hoje já são contados 63), Marte nenhum (tem dois) e que a Via Láctea é constituída de 30 milhões de estrelas (são centenas de bilhões).
Entendam-nos bem: isso não é dizer que Kardec ou Flammarion foram farsantes ou agiram de má-fé. Flammarion foi um cientista respeitado pelos pares até a morte e também foi, presumivelmente, sincero como espírita e médium. Assim como pode-se presumir boa-fé em um pajé de uma aldeia guarani, um xamã na Sibéria, uma ialorixá em Salvador ou um pai-de-santo no Rio de Janeiro.
Pessoas podem induzir em si mesmas estados mentais no qual acreditam sinceramente manifestar espíritos ou deuses. Entretanto, por mais impressionantes que sejam essas manifestações, elas não podem realmente “saber” mais do que seus portadores realmente conhecem ou são capazes de imaginar dentro de seu universo cultural – por exemplo, os espíritos supostamente incorporados por pajés e pais-de-santo não discorrem sobre os anéis de Saturno porque são completamente alheios ao universo ou aos interesses de seu público. Como foi só na década de 1960 que sondas puderam fotografar Marte de perto e revelar o lado oculto da Lua, espíritas de várias gerações posteriores puderam continuar impunes seus devaneios sobre astronomia e vida em outros planetas.
Vários médiuns famosos descreveram em detalhes (freqüentemente contradizendo-se entre si) a vida nos outros planetas do Sistema Solar – inclusive, por exemplo, Chico Xavier em Cartas de uma Morta (1935), supostamente ditadas pelo espírito de sua mãe. Descrevia em Saturno habitações de estilo gracioso, vegetação azulada e mares rosados; em Marte, “homens mais ou menos semelhantes aos nossos irmãos terrícolas”, mas dotados de asas, que vivem em um planeta que tem oceanos, sistemas de canalização, vegetação avermelhada e “poucas montanhas”. As sondas não mostraram nada de oceanos, canalização, vegetação e muito menos homens alados em Marte.
Por ironia, lá descobriram, porém as maiores montanhas do Sistema Solar. Ninguém esperava por isso no século XIX, porque se supunha que Marte era um planeta “velho”, desgastado pela erosão. Confrontados com a realidade, a maioria dos espíritas diria hoje que os supostos marcianos, saturninos etc. realmente existem, mas de uma maneira não física. Isso seria deslocar a doutrina espírita da ciência supostamente verificável para a vala comum dos dogmas tradicionais, pois uma civilização marciana invisível e inacessível à observação não é mais “científica” do que o Inferno dos cristãos. É contrariar a afirmação do próprio Kardec no primeiro capítulo de seu Gênese: “o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demostrarem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificará nesse ponto”.
Ademais, não era apenas de coisas espirituais que tais médiuns estavam falando: “Vi oceanos, apesar da água se me afigurar menos densa e esses mares muito pouco profundos. Há ali um sistema de canalizações, mas não por obras de engenharia dos seus habitantes, e sim por uma determinação natural da topografia do planeta que põe em comunicação contínua todos os mares”, escreveu Chico Xavier sobre Marte com base no suposto testemunho da genitora, sem falar das materialíssimas montanhas.
Não é só no campo da astronomia que fracassou a ciência dos espíritos. Também a biologia ensinada pelos desencarnados tende a mostrar-se de acordo com especulações científicas do seu tempo (ou com o grau de compreensão delas que tinham os médiuns), superadas poucas décadas depois.
Em O Livro dos Espíritos, para explicar a Kardec o surgimento da vida na Terra e em outros mundos, seus informantes desencarnados perguntam: ''os tecidos dos homens e dos animais não encerram os germes de uma multidão de vermes que aguardam, para eclodir, a fermentação pútrida necessária à sua existência?'' Quando o livro foi publicado, uma pessoa bem informada, até mesmo um cientista, poderia ter respondido que sim, ou pelo menos que o assunto era controvertido. Havia quem acreditasse no surgimento de vida a partir de “fermentação pútrida”, nesses termos. Mas a idéia foi cabalmente desmentida por Louis Pasteur em 1861, meros quatro anos depois.
Que a vida possa ter surgido de matéria não-viva em certas condições encontradas na Terra primitiva continua uma hipótese aceita, mas os vermes que parecem surgir da podridão certamente não são exemplo disso: nascem de ovos de moscas e besouros. Também nesse campo os erros continuaram a se multiplicar toda vez que os médiuns consultaram os espíritos sobre fatos cientificamente verificáveis.
Mais uma vez, pode-se tomar um exemplo de Chico Xavier: Evolução em Dois Mundos (1959), supostamente ditada por “André Luiz”, que supostamente foi médico sanitarista no Rio de Janeiro do início do século XX (claramente inspirado na figura de Carlos Chagas, mas sem se comprometer com detalhes). Ao se referir à evolução da “mônada espiritual” através dos corpos materiais, afirma que “caminhou na direção dos ganóides e teleósteos, arquegossauros e labirintodontes para culminar nos grandes lacertinos e nas aves estranhas, descendentes dos pterossáurios, no jurássico superior, chegando à época supracretácea para entrar na classe dos primeiros mamíferos”.
Nesse caso, não se trata nem de afirmações cientificamente aceitáveis quando foram escritas, mas superadas mais tarde. Mesmo em 1959, não passavam de mal-entendidos típicos de leigos com conhecimento superficial de biologia e evolução. Os dinossauros não são “lacertinos” (lagartos) e mesmo no século XIX, quando a origem das aves ainda era controvertida, sabia-se que elas não descendiam dos pterossauros (seus ancestrais eram dinossauros carnívoros bípedes, da sub-ordem dos terópodes).
Os primeiros mamíferos surgiram muito antes da época “supracretácea” (ou seja, o Cenozóico): são quase tão antigos quanto os primeiros dinossauros e isso é sabido desde fins do século XIX. Estendemo-nos sobre o espiritismo por ser uma doutrina particularmente conhecida no Brasil, mas outras caíram na mesma armadilha. Ellen White, a profetisa fundadora dos Adventistas do Sétimo Dia, também disse (em 1846) ter sido transportada em espírito para Júpiter, “mundo com quatro luas”, onde a relva era de um verde vivo, os pássaros gorjeavam cânticos suaves e os habitantes se pareciam todos com Jesus, porque embora ali crescesse o fruto proibido, não o haviam comido.
Depois foi a Saturno, “com sete luas” (as que os astrônomos conheciam na época – hoje são contadas pelo menos 60), onde encontrou o profeta Enoc, que estaria morando em uma de suas cidades. Joseph Smith, fundador da Igreja dos Santos dos Últimos Dias (Mórmon), afirmou, em 1837, disse que a lua era habitada por homens e mulheres como na terra, que viviam até quase mil anos, tinham aproximadamente dois metros de altura e vestiam-se quase uniformemente, num estilo próximo aos dos quakers. Também nessa doutrina a existência de mundos habitados é crucial, pois Deus seria um homem ressuscitado e exaltado, mas de carne e osso, que vive em um planeta chamado Kolob e os mórmons podem se tornar deuses se seguirem seus mandamentos.
A Teosofia, outro produto do século XIX, descreve também detalhes da vida em Vênus e Marte (embora reconheça que a Lua é um mundo morto), mas é mais característica pelas detalhadas narrativas sobre o passado da Terra e da humanidade, em boa parte baseada em uma mistura de mitos gregos, hindus e budistas com especulações científicas do século XIX. Lemúria, por exemplo. Citada por Helena Blavatsky em Ísis sem Véu (1877), havia aparecido pela primeira vez em 1864, como hipótese científica para explicar semelhanças geológicas entre a Índia e Madagascar – seria um continente desaparecido ao qual essas duas terras haviam pertencido, mas que afundara, na maior parte. Alguns biólogos sugeriram que a espécie humana talvez houvesse evoluído nesse continente hipotético, supostamente a pátria original dos primatas, numa tentativa de explicar a dificuldade de encontrar fósseis do "elo perdido" entre os primatas avançados e os seres humanos.
Os teósofos fizeram dessa especulação da segunda metade do século XIX uma certeza doutrinária. Entretanto, a tese tornou-se obsoleta com a descoberta, a partir de 1891, de fósseis pré-humanos na Ásia (inicialmente, Java e China) e a partir de 1924, de outros ainda mais antigos na África. A própria idéia de continentes e pontes de terra desaparecidos por afundamento tornou-se obsoleta a partir dos anos 1960, com o mapeamento do fundo dos oceanos e a acumulação de evidências sobre o lento deslocamento dos continentes. Ficou então claro que a Índia e Madagascar estiveram de fato unidas em uma mesma massa de terra, o que explica as semelhanças geológicas, mas o movimento das placas tectônicas levou a Índia a separar-se há 88 milhões de anos e mover-se até sua atual localização no sul da Ásia. Também a cronologia teosófica é um fóssil do século XIX.
Em A Doutrina Secreta (1888), Blavatsky fornece uma “cronologia geológica esotérica”, combinando “dados científicos e ocultos”, para concluir que a Terra começou a se sedimentar há 320 milhões de anos (começando a vida a evoluir logo em seguida), o que hoje chamamos Mesozóico começou há 44 milhões e o Cenozóico há 7,87 milhões. Quanto ao Universo, começara a existir precisamente em 1.955.882.800 a.C., de acordo com sua interpretação da numerologia mítica das eras hindus. Na época, essas estimativas eram compatíveis com o pensamento de muitos geólogos e da maioria dos biólogos evolucionistas.
Podiam até ser consideradas arrojadas, pois a maioria dos físicos ainda se recusava a aceitar números tão grandes: antes que a energia nuclear fosse descoberta e compreendida, julgavam que o Sol e a Terra não podiam ter mais que umas poucas dezenas de milhões de anos, caso contrário já teriam esfriado completamente. Entretanto, hoje essas concepções tornaram-se absurdamente acanhadas.
Conforme a datação radioativa, a sedimentação começou há pelo menos 3,8 bilhões de anos (a própria Terra tem 4,6 bilhões), o Mesozóico há 251 milhões e o Cenozóico há 65,5 milhões. O início do Universo, o Big Bang, é hoje datado, de acordo com as melhores estimativas da velocidade e distância das galáxias, de há 13,7 bilhões de anos. Mas os teósofos remanescentes apegam-se às idéias de Blavatsky e seguidores com o mesmo fervor com que os evangélicos fundamentalistas dos EUA se apegam ao mito do Dilúvio e à criação do mundo há alguns milhares de anos.
Errar é próprio da ciência, mas apegar-se a erros do passado é característico do pensamento dogmático, seja religioso ou esotérico. Isso não quer dizer, bem entendido, que não possa haver valor espiritual ou ético nos ensinamentos espíritas, teosóficos ou cristãos de qualquer corrente. Apenas tais doutrinas não podem reivindicar validação científica para suas supostas revelações. Quem se identifica seus valores e tem fé neles, que esteja à vontade, mas saiba separá-los das alegações científicas e históricas que vêm no mesmo pacote."

Relações Perigosas

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Relações do PIG com a turma do Daniel Dantas (segundo relatório da Polícia Federal): http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=421

18 de julho de 2008

Veja "sangra".

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Por Luis Nassif, em seu blog
"Estertores: 'Veja' sangra à espera de intervenção da Abril A luta está chegando ao fim. O que se tem agora são estertores do pior jornalismo que este país já conheceu em muitas décadas. A Abril estava esperando baixar a poeira para pensar em mudanças inevitáveis na revista Veja. Demorou, o furacão chegou e o preço a pagar será cada vez mais alto. Cada semana de Eurípedes Alcântara e Mário Sabino será mais saque sobre o ativo de imagem da revista. Agora é apenas aguardar o sangramento até que a Abril encontre a oportunidade adequada para promover as mudanças e tentar recuperar a revista. Tenho cá para mim que o desgaste já chegou a um ponto de não-retorno. Ainda se levará bom tempo para avaliar o que esse período de esbórnia, essa violência pornográfica, a falta de escrúpulos tentando compensar a falta de talento, produziram na maior revista brasileira. A quebra de imagem é irreversível e não apenas entre os leitores mais esclarecidos — cuja ficha caiu há muito tempo. A falta de qualidade das matérias, a carência de pauta, a repetição monocórdica de escândalos mal apurados, mal escritos, a truculência, a arrogância, o exercício sistemático das armas da injúria e da difamação já bateram no leitor comum. Mais ainda nas redações. Veja já foi uma revista admirada. Depois, passou a ser temida — o que de pior pode acontecer com qualquer forma de poder. Agora é ironizada. A incapacidade de fugir do ritual amador dos ataques destrambelhados, a impotência em trabalhar competentemente qualquer tema de peso já entraram para o terreno da galhofa. Pior: a cara da revista não é mais seu corpo de jornalistas, dos mais bem pagos do país. O modelo da gestão Eurípedes resumiu-se à criação de dois atiradores: um pilantra e um desequilibrado, incensados em suas cartas ao leitor, como se fossem a síntese do corpo editorial da revista. É tudo o que se produziu de novidade nesses anos desastrosos. Indague-se de qualquer jornalista da grande imprensa, das assessorias de comunicação, da assessoria das grandes empresas o que representa a Veja, para eles. Lixo! Indague-se dos jovens candidatos a jornalistas cursando Faculdades, o que pensam da Veja. Lixo! E não é força de expressão. É a expressão corrente. É inacreditável que só agora tenha caído a ficha da Abril. Eurípedes Alcântara e Mário Sabino entrarão para a história do jornalismo brasileiro pelo maior anti-feito de que se tem notícia: em poucos anos, arrebentaram com o maior ativo da Editora Abril, a imagem da revista Veja. Os futuros manuais de jornalismo tratarão de estudar por muitos anos, como se fossem fósseis da pré-história jornalística, a troca despudorada de favores — eu-te-elogio-tu-me-elogias —, a tentativa de transformar uma pessoa medíocre no “oráculo de Ipanema”, a manipulação de listas de livros para auto-promoção, o uso de desequilibrados para inibir os críticos, a terceirização da reportagens para esquemas de corrupção, do qual o mais influente foi o de Daniel Dantas. Comportaram-se como donos de botequim ante uma editora que perdeu completamente o controle sobre a gestão da opinião — o maior ativo de que dispunha. Eurípedes Alcântara e Mário Sabino entram para a história do jornalismo nacional como o melhor anti-exemplo para as novas gerações: conseguiram desmoralizar a falta de escrúpulos. Durante anos, os alunos sairão das faculdades sabendo que ambos se enterraram por terem desprezado princípios elementares de jornalismo, não terem conseguido se desvencilhar da armadilha da prática diuturna da difamação, por terem apelado para pistoleiros da reputação para se defenderem de ataques contra sua incapacidade de fazer jornalismo. Para não repetirem a sina, só haverá uma alternativa para os estudantes: estudar e se esmerar no aprendizado permanente do bom jornalismo."

17 de julho de 2008

PPP no Brasil Colonial: Pano, Pau e Pão. Nos dias atuais na cadeias: Preto, Puta e Pobre

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Foi Antonil que no período colonial afirmou que aos escravos eram destinados três "P"'s: pau, pão e pano. Hoje dizem que as cadeias são para 3 "p"s: preto, puta e pobre. É o Brasil Capitalista com um passado colonial e escravista. E tem seus arautos e defensores. É preciso reconstruir a República, que seja realmente República e não mais um estado patrimonialista da elite branca.

16 de julho de 2008

Comentário do Azenha

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Luiz Carlos Azenha comenta no site Viomundo: " VITÓRIA DO CAPITALISMO EM ESTERÓIDES Atualizado em 16 de julho de 2008 às 13:14 | Publicado em 16 de julho de 2008 às 10:03 Eu escrevi outro dia, aqui, que a elite brasileira jamais vai aceitar que se saiba onde ela esconde o dinheiro sonegado. Alguém aí acredita que a CPMF caiu pelo valor cobrado? Muito embora a CPMF paga pelos grandes grupos econômicos representasse quantias consideráveis, derrubá-la teve como objetivo, acima de tudo, enfraquecer os instrumentos do Estado para combater a sonegação. Quem bancou a campanha? A FIESP. Como bem lembrou o Marcos Simões, leitor deste site, o escândalo do Banestado resultou num inquérito arquivado. Eu li, na íntegra, o relatório do delegado Protógenes de Queiroz. É um retrato do capitalismo em esteróides. O delegado mexeu num vespeiro: no esconderijo do dinheiro da elite brasileira. Estive recentemente em Roraima para gravar um documentário sobre a TI Raposa/Serra do Sol. Há uma certa identidade entre o prefeito de Pacaraima, o prefeito Paulo César Quartiero - representante do agronegócio em terras indígenas - e o banqueiro Daniel Dantas, embora este tenha um verniz de sofisticação. Ambos se utilizam do poder do estado em proveito próprio. Paulo César é prefeito. Criou uma sub-prefeitura em Surumu, epicentro da disputa com os indígenas. Lá, instalou funcionários públicos que defendem seus interesses, ou seja, os 10 mil hectares que Quartiero ocupa em terra indígena. Leiam a reprodução dos grampos telefônicos no inquérito do delegado Protógenes. Assessores de Daniel Dantas demonstram grande intimidade na ante-sala do presidente da República. Falam de um senador como se fosse um pé-de-chinelo. Contratam um militar israelense para fazer espionagem. Seguem um delegado da Polícia Federal. Não tenho nada contra quem quer ganhar dinheiro. Eu também quero. O problema é que o capitalismo em esteróides não respeita as regras do jogo. Em Roraima, coloca o lucro acima da preservação dos rios e do interesse público. Em São Paulo, coloca o lucro acima da lei. Cria monopólios. Esmaga a concorrência usando seus "instrumentos de persuasão": advogados, jornalistas e arapongas. Quantos empresários brasileiros utilizam exatamente os mesmos métodos que Daniel Dantas para enriquecer e multiplicar seus negócios? Estou certo de que são milhares. A novidade é que - graças à internet e ao trabalho de alguns delegados - pudemos assistir ao vivo e em tempo real o capitalismo em esteróides exercitando os seus músculos."

14 de julho de 2008

Manifesto dos Juízes.

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Textos Publicados no site oficial da Justiça Federal de São Paulo http://www.jfsp.gov.br/ "Manifesto dos magistrados em defesa da independência funcional dos membros do Poder" "Este é um ato de apoio, um ato de leitura de um manifesto que brotou espontaneamente na magistratura da terceira região. Exatamente por isto, embora se agradeça sumamente as presenças de todos neste dia, pedimos compreensão para a limitação dos objetivos que ora se propõem, e a palavra será circunscrita a este Juiz Federal, que ora vos fala. Nós, juízes federais da terceira região, vimos neste ato nos solidarizar com o colega Fausto De Sanctis. Deve ficar bem claro que não estamos discutindo o mérito de nenhuma decisão judicial, mas sim a determinação do Ministro Presidente do STF de encaminhar cópias para órgãos correicionais ao final de decisão em Habeas Corpus. Não podemos concordar com o ataque desferido contra a independência funcional que representa a abertura de procedimento investigatório a partir do próprio conteúdo de uma decisão judicial. Corregedoria, Conselho da Justiça Federal e Conselho Nacional de Justiça existem para apurar desvio de conduta de magistrado, não para investigar o que o juiz decide ou deixa de decidir. Sua liberdade decisória está no centro do sistema democrático. O colega Fausto De Sanctis é magistrado honrado e respeitado na carreira, e decidiu de acordo com sua convicção. Não pode ser punido por isto de forma alguma. Devemos fazer constar também que, embora o Ministro Gilmar Mendes já tenha comunicado formalmente que não ordenou a extração de cópias para a instauração de procedimento investigativo, sua determinação continua nos autos, e nem mesmo o Ministro pode exercer controle sobre as determinações que os órgãos destinatários dos ofícios podem realizar a partir das cópias enviadas. Enfim, este momento de inconformismo deve ser registrado. Não podemos aceitar passivamente que um juiz seja punido por suas convicções, com o desrespeito ao sistema judicial. Estamos atentos aos desdobramentos destes fatos, e não deixaremos nosso colega Fausto sozinho. Hoje, ele não é só o juiz Fausto, hoje ele é a Magistratura." De Sanctis: "Minha ambição se restringe..." Pronunciamento do juiz Fausto Martin De Sanctis: "Necessito externar meu profundo agradecimento a todos que neste momento delicado solidarizaram-se comigo. Ao longo de minha carreira na magistratura federal, desde 17.10.1991, deparei-me sempre com situações que demandaram reflexões reiteradas. Na verdade, em se tratando de crimes financeiros, pode-se mesmo falar em casos artesanais, que demandam horas, dias e muito estudo. Antes do papel do juiz, há o ser humano, que, como tal, é passível de erros diante do dedicado e delicado exercício intelectual e físico na busca da melhor solução e da verdade, tomando as cautelas para desembaraçar-me de quaisquer influências sem pretender desacatar qualquer autoridade deste país. Em todas as situações, sempre tive a necessidade de me valer dos meus princípios, da minha crença e dos valores consagrados pela nossa sociedade, os quais se encontram insertos na Constituição e nas leis infraconstitucionais. Os brasileiros podem se certificar que este magistrado, aliás, como a imensa maioria da magistratura, toma suas decisões, independentemente da origem, cor, sexo, idade, religião e condição social, com igual presteza, aplicando o direito penal do fato, jamais do autor. Tenham certeza que continuarei perseguindo minha atividade jurisdicional porquanto abracei a carreira pública por convicção, sendo certo que minha ambição se restringe aos limites dos meus vencimentos líquidos. Nada mais espero. O apoio dos colegas, do Ministério Público (Federal e Estadual), da Polícia Federal, de várias associações de classe, de advogados e juristas, da sociedade civil e da imprensa, na verdade, busca defender a independência e a livre convicção do exercício de toda a magistratura, preservando-se, em última análise, uma sociedade livre e soberana."

Charge de Jean para a Folha de São Paulo

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13 de julho de 2008

Livro sobre pesquisa histórica.

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Saiu novo livro de historiadores que escrevem sobre a História do Ceará. Trata-se do livro "Pesquisa Histórica: fontes e trajetórias". Organizado pelos historiadores Antonio de Pádua Santiago de Freitas, Francisco Carlos Jacinto Barbosa e Francisco José Damasceno.

Segundo a apresentação do livro, "Os trabalhos lançados nesta coletânea não representam a concentração de pesquisadores em uma linha proposta, mas expressam a produção de docentes do Curso de História da Universidade Estadual do Ceará e também da Universidade Regional do Cariri - URCA, em diferentes momentos da formação profissional dos mesmos(...)"

Tenho uma modesta participação no capítulo intitulado "O Escravismo no Crato oitocentista: possibilidades de pesquisa numa perspectiva materialista".

A publicação foi editada Editora da Universidade Estadual do Ceará e pela ABEU - Associação Brasileira das Editoras Universitárias.

Teses sobre Feuerbach - 2ª e 3ª teses

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"2 A questão de saber se ao pensamento humano pertence a verdade objetiva não é uma questão da teoria, mas uma questão prática. É na práxis que o ser humano tem de comprovar a verdade, isto é, a realidade e o poder, o carácter terreno do seu pensamento. A disputa sobre a realidade ou não realidade de um pensamento que se isola da práxis é uma questão puramente escolástica. 3 A doutrina materialista de que os seres humanos são produtos das circunstâncias e da educação, [de que] seres humanos transformados são, portanto, produtos de outras circunstâncias e de uma educação mudada, esquece que as circunstâncias são transformadas precisamente pelos seres humanos e que o educador tem ele próprio de ser educado. Ela acaba, por isso, necessariamente, por separar a sociedade em duas partes, uma das quais fica elevada acima da sociedade (por exemplo, em Robert Owen). A coincidência do mudar das circunstâncias e da atividade humana só pode ser tomada e racionalmente entendida como práxis revolucionante."

Enquanto isso: branco, rico e culpado: livre...

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No mesmo jornal, O Dia, outra reportagem mostrando o contrário da anterior. Retrato do Brasil: "12/7/2008 19:12:00 Liberdade à vista para quadrilha do Nacional Rio - Não é só o ex-dono do Nacional Marcos de Magalhães Pinto, hoje vivendo recluso em sua mansão na Gávea, que vai escapar da prisão. No Natal do ano que vem, o ex-superintendente do banco Arnoldo Souza de Oliveira, apontado como o cérebro das falcatruas e que pegou 28 anos de cadeia em primeira instância, ganhará um presentão: a extinção das penas e a ficha criminal limpa. Isso porque ele completa 70 anos em 21 de dezembro de 2009, e os seus crimes já estarão prescritos desde janeiro deste ano. O TRF reduziu quase à metade as penas dos outros membros da quadrilha, quando julgou a apelação em junho de 2007 (Magalhães Pinto apela em separado). Com pena mais baixa, caiu o prazo anterior da prescrição, que ficará ainda menor quando ele completar 70 anos. Eduardo e Fernando Magalhães, irmãos do ex-presidente e condenados a três anos e seis meses de prisão cada um, também já estão livres. Os demais integrantes da quadrilha do Nacional vão se beneficiar da demora dos julgamentos. Eles entraram com embargos de declaração do acórdão da apelação, que ainda não foram julgados pelo TRF. Depois ainda podem recorrer ao STJ e ao STF. A situação mais ‘apertada’ é do contador Clarimundo Sant’anna e do ex-diretor Nagib Antonio — a prescrição só ocorrerá daqui a quatro anos, mas as chances de a sentença transitar em julgado até lá são remotas."

Pobre, negra, absolvida e presa : Brasil

2 comentários:
Reportagem do jornal O Dia. Trata de um caso de prisão injusta: "12/7/2008 19:22:00 Jovem ficaria detida até 2009 mesmo absolvida

Rio - Bruna Silva de Oliveira estava nervosa quando chegou à sala da diretoria do Presídio Nelson Hungria, no Complexo de Gericinó, para a entrevista a O DIA. Sempre de cabeça baixa, ela tinha dificuldade em olhar para o repórter. A postura defensiva só mudou quando falou de sua mãe, Zenilda. Foi o momento em que levantou a cabeça, para tentar conter as lágrimas. Aos 23 anos, Bruna acabou cumprindo uma pena que não era devida. Presa em janeiro de 2005 acusada de furtar toca-fita de um carro no Leblon, onde vivia nas ruas, foi posta em liberdade dias depois. Quando o processo começou a tramitar, ainda em 2005, ela não foi localizada, e um mandado de prisão foi expedido. Em janeiro de 2007, foi recolhida das ruas e permaneceu presa. Em maio, foi condenada a dois anos. Por ser primária, a Vara de Execuções Penais despachou alvará de soltura em seu favor, em setembro de 2007. Como o mandado de 2005 continuava em vigor, ela permaneceu presa. Em janeiro deste ano, sua apelação na 5ª Câmara Criminal foi julgada e Bruna foi absolvida. Ainda assim, sem advogado para exigir sua libertação, ela ficou presa. Ao descobrir a irregularidade no processo, a reportagem questionou o Tribunal de Justiça, no início de junho. No mesmo dia, um novo alvará de soltura foi expedido, e o caso foi arquivado. O juiz da 27ª Vara Criminal, Flávio Itabaiana Nicolau, que julgou o caso, atribuiu a permanência de Bruna na cadeia a erro de funcionários do TJ. Ela foi posta em liberdade no dia seguinte. Lesgilação determina prazo máximo de 20 anos

O Artigo 109 do Código Penal brasileiro estabelece prazos para prescrição de crimes antes de sentenças transitado em julgado (ou seja, definitivas). Quando a pena é superior a 12 anos, o prazo de prescrição fica em 20 anos.Quando a condenação é superior a oito anos e não excede 12 anos, o acusado fica livre pela prescrição do crime em 16 anos. Na pena superior a quatro anos e inferior a oito, a prescrição ocorre em 12 anos. Se a condenação é superior a dois anos e inferior a quatro, a prescrição livra o condenado em oito anos. Nas penas de um a dois anos, a prescrição ocorre em quatro anos. Condenações inferiores a um ano prescrevem em dois."

Cidade de Vassouras

Um comentário:


Foto da cidade de Vassouras, onde tive a sorte de estudar. Terra dos Barões do Café, centro do escravismo brasileiro no século XIX. Cidade bela do Vale do Paraíba fluminense.

Imagem de Vila Isabel

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Imagem de Vila Isabel. Estátua de Noel Rosa, no comecinho do Boulevard 28 de setembro. Saudades de lá!

Charge de Bessinha

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Charge de Bessinha para a Charge Online.

12 de julho de 2008

Teses sobre Feuerbach - 1ª tese

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Assim escreveu Karl Marx, na 1ª tese:

"1

A principal insuficiência de todo o materialismo até aos nossos dias - o de Feuerbach incluído - é que as coisas [der Gegenstand], a realidade, o mundo sensível são tomados apenas sobre a forma do objecto [des Objekts] ou da contemplação [Anschauung]; mas não como atividade sensível humana, práxis, não subjectivamente.

Por isso aconteceu que o lado activo foi desenvolvido, em oposição ao materialismo, pelo idealismo - mas apenas abstractamente, pois que o idealismo naturalmente não conhece a actividade sensível, real, como tal. Feuerbach quer objectos [Objekte] sensíveis realmente distintos dos objectos do pensamento; mas não toma a própria actividade humana como atividade objectiva [gegenständliche Tätigkeit].

Ele considera, por isso, na Essência do Cristianismo, apenas a atitude teórica como a genuinamente humana, ao passo que a práxis é tomada e fixada apenas na sua forma de manifestação sórdida e judaica. Não compreende, por isso, o significado da actividade "revolucionária", de crítica prática."

Link interessante

Um comentário:
Interessante o texto desse blog. Aliás, o blog todo é legal como disse antes. http://ccientifica.blogspot.com/2008/04/picaretagem-quntica.html

Vo Nguyen Giap - Herói Revolucionário

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Publicado originalmente no Jornal Hora do Povo:

“Vietnã livre foi o triunfo do heroísmo revolucionário e da mente humana”

Legendário general Vo Nguyen Giap comemora vitória sobre “o mais pérfido dos imperialismos”

“O tempo vai passar, mas a vitória do povo vietnamita na guerra de resistência contra os EUA entrará para sempre na história como um dos mais radiantes feitos, um símbolo brilhante do triunfo do heroísmo revolucionário e da mente humana. Entrou para a história mundial como um grande feito militar do século XX, evento de importância internacional e de característica capaz de marcar profundamente uma época”.

Lobby

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E o lobby em favor da fusão das teles, BR Telecom e Oi? Vai ser criada a BROI, mais uma operação estranha e contra o país. E o Daniel Dantas está no meio. . .

11 de julho de 2008

Subconservadores II

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Bem, vamos falar dos subconservadores de novo. "Os subconservadores foram... Brincadeira... rsrs Deixemos as malas pesadas para lá. Como diz a musiquinha do funk carioca: "cada um no seu quadrado".

Carta aberta dos Procuradores

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Carta aberta à sociedade brasileira sobre a recente decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal no habeas corpus nº 95.009-4.

Dia de luto para as instituições democráticas brasileiras

1.Os Procuradores da República subscritos vêm manifestar seu pesar com a recente decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal no habeas corpus nº 95.009-4, em que são pacientes Daniel Valente Dantas e Outros. As instituições democráticas brasileiras foram frontalmente atingidas pela decisão liminar que, em tempo recorde, sob o pífio argumento de falta de fundamentação, desconsiderou todo um trabalho criteriosamente tratado nas 175 (cento e setenta e cinco) páginas do decreto de prisão provisória proferido por juiz federal da 1ª instância, no Estado de São Paulo.

2.As instituições democráticas foram frontalmente atingidas pela falsa aparência de normalidade dada ao fato de que decisões proferidas por juízos de 1ª instância possam ser diretamente desconstituídas pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, suprimindo-se a participação do Tribunal Regional Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Definitivamente não há normalidade na flagrante supressão de instâncias do Judiciário brasileiro, sendo, nesse sentido, inédita a absurda decisão proferida pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal.

3.Não se deve aceitar com normalidade o fato de que a possível participação em tentativa de suborno de Autoridade Policial não sirva de fundamento para o decreto de prisão provisória. Definitivamente não há normalidade na soltura, em tempo recorde, de investigado que pode ter atuado decisivamente para corromper e atrapalhar a legítima atuação de órgãos estatais.

4. O Regime Democrático foi frontalmente atingido pela decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal, proferida em tempo recorde, desconstituindo as 175 (cento e setenta e cinco) páginas da decisão que decretou a prisão temporária de conhecidas pessoas da alta sociedade brasileira, sob o argumento da necessidade de proteção ao mais fraco. Definitivamente não há normalidade em se considerar grandes banqueiros investigados por servirem de mandantes para a corrupção de servidores públicos o lado mais fraco da sociedade.

5.As decisões judiciais, em um Estado Democrático de Direito, devem ser cumpridas, como o foi a malsinada decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal. Contudo, os Procuradores da República subscritos não podem permanecer silentes frente à descarada afronta às instituições democráticas brasileiras, sob pena de assim também contribuírem para a falsa aparência de normalidade que se pretende instaurar.

Brasil, 11 de julho de 2008.

Sérgio Luiz Pinel Dias - PRES Paulo Guaresqui - PRES Helder Magno da Silva - PRES João Marques Brandão Neto - PRSC Carlos Bruno Ferreira da Silva - PRRJ Luiz Francisco Fernandes - PRR1 Janice Agostinho Barreto - PRR3 Luciana Sperb - PRM Guarulhos Ramiro Rockembach da Silva Matos Teixeira de Almeida- PRBA Ana Lúcia Amaral - PRR3 Luciana Loureiro - PRDF Vitor Veggi - PRPB Luiza Cristina Fonseca Frischeisen - PRR3 Elizeta Maria de Paiva Ramos - PRR1 Geraldo Assunção Tavares - PRCE Rodrigo Santos - PRTO Edmilson da Costa Barreiros Júnior - PRAM Ana Letícia Absy - PRSP Daniel de Resende Salgado - PRGO Orlando Martello Junior - PRPR Geraldo Fernando Magalhães - PRSP Sérgio Gardenghi Suiama - PRSP Adailton Ramos do Nascimento - PRMG Adriana Scordamaglia - PRSP Fernando Lacerda Dias - PRSP Steven Shuniti Zwicker - PRM Guarulhos Anderson Santos - PRBA Edmar Machado - PRMG Pablo Coutinho Barreto - PRPE Maurício Ribeiro Manso - PRRJ Julio de Castilhos - PRES Águeda Aparecida Silva Souto - PRMG Rodrigo Poerson - PRRJ Carlos Vinicius Cabeleira - PRES Marco Tulio Oliveira - PRGO Andréia Bayão Pereira Freire - PRRJ Fernanda Oliveira - PRM Ilhéus Luiz Fernando Gaspar Costa – PRSP Douglas Santos Araújo – PRAP Paulo Roberto de Alencar Araripe Furtado – PRR1 Paulo Sérgio Duarte da Rocha Júnior – PRRN Cristianna Dutra Brunelli Nácul - PRRS

Blog legal

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Um Blog bem legal, de dois professores e cientistas: ccientifica.blogspot.com/ Vale a pena ler.

Doa a quem doer.

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"Inácio defende "que se investigue a fundo" o caso Dantas O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) disse nesta quinta-feira (10) que ninguém merece mais a sua solidariedade do que o povo brasileiro, diante da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de libertar o dono do banco Opportunity, Daniel Dantas, que havia sido preso pela Polícia Federal (PF) há dois dias sob a acusação de fraude no sistema financeiro e corrupção - o banqueiro foi preso novamente no início da tarde desta quinta. O senador também criticou o "espetáculo midiático" produzido pela PF. "Por que houve essa operação? O que está mesmo por trás? Nós não temos que escamotear. Se é uma situação grave, então tem que se ir a fundo", afirmou. Inácio Arruda disse que os espetáculos midiáticos não são uma exclusividade da PF, pois também são praticados pelo Ministério Público e pelo próprio Judiciário. Mas, para ele, o problema mesmo é o conteúdo do episódio. O senador defendeu a necessidade de se esclarecer a questão envolvendo Daniel Dantas. "Ninguém deve aceitar que se transforme qualquer prisão, seja de um batedor de carteira, de um ladrão de galinha ou de um colarinho branco, em espetacularização. Isso é o inaceitável, mas não é a questão central. E nós não devemos colocá-la como central. Porque senão a gente ajuda a escamotear, a fazer cortina de fumaça. Aí [o assunto] passa três ou quatro dias na mídia, desaparece e o problema central não é esclarecido para a opinião pública", assinalou. Inácio Arruda ainda registrou o novo ciclo de desenvolvimento que vive o estado do Ceará. Ele ressaltou os grandes investimentos que estão sendo feitos pelo governo estadual e pelo governo federal, integrando o Ceará com a Paraíba, com Pernambuco, com o Piauí, com o Rio Grande do Norte, através de empreendimentos comuns, como o canal do São Francisco, a adequação da bitola da malha ferroviária que aumentará a velocidade e a refinaria de petróleo. "Estive conversando longamente com o presidente da Petrobrás sobre a refinaria destinada à exportação, com capacidade de processar 300 mil barris/dia. São R$ 10 bilhões em investimentos que vão atrair diversas empresas prestadoras de serviços", avaliou. " Fonte: Agência Senado

10 de julho de 2008

Velocidade dos fatos

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Dantas estava preso ontem. Foi solto pelo presidente do STF. Era uma prisão provisória. Foi solto. A Justiça Federal mandou prender de novo. Está preso. Prisão preventiva. Uma luta titância segue em curso. Muita sujeira embaixo do tapete. Vamos ver o que vai acontecer.

9 de julho de 2008

MANIFESTO CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO MST

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Vários pesos, uma medida...

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O PIG - Partido da Imprensa Golpista continua suas ações. No caso Daniel Dantas, setores que sempre se calaram, agora têm que divulgar a prisão do mega-investidor, banqueiro e lobbista. Mas a forma é muito estranha...


Até a Míriam Leitão falou mal do Dantas hoje. Mas fez coro com o Presidente do Supremo (aquele que foi Advogado-Geral da União no governo FHC), Gilmar Mendes, sobre os "exageros da Polícia Federal" no "espetáculo da prisão de Dantas".


Ora bolas, o pior não foi isso. O pior mesmo é todo o PIG só vincular o nome de Dantas à lavagem de dinheiro e ao caso do Mensalão.

E as privatizações do setor telefônico na era FHC? Como é que fica, moicanos????

Tem que apurar tudo. Doa a quem doer. Seja de qual partido, empresa, setor etc seja o (a) envolvido(a). Ou envolvidos (as).


Eita imprensa marrom. Eita PIG, Partido da Imprensa Golpista, ser marrom assim lá longe!


Mas é assim mesmo que o PIG age. O mesmo PIG que ataca violentamente Hugo Chávez, acusando-o de querer ser ditador por desejar disputar nova eleição através do voto, mas chama Uribe, da Colômbia, de líder e se cala sobre sua tentativa de 3ª eleição seguida. E como trata os que defendem a possibilidade de Lula disputar um novo mandato.


Muitos pesos, conforme o interesse do PIG, uma só medida: distorcer e manipular. Haja estômago!

8 de julho de 2008

O Portal Vermelho publicou também a notícia

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"8 DE JULHO DE 2008 - 11h09 Dantas, magnata das privatizações, é preso pela PF O poderoso banqueiro Daniel Dantas foi preso nesta terça-feira pela Polícia Federal junto com quase toda a cúpula do banco Opportunitty. Segundo a PF, o universo dantesco foi aprisionado pela prática dos seguintes crimes, pelo menos: formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal... A prisão pode revelar os intestinos "da maior disputa societária da história do capitalismo brasileiro". "

E a Folha publicou....

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"08/07/2008 - 16h07 Procuradoria acusa Dantas de tentar subornar delegado; advogado nega da Folha Online O Ministério Público Federal acusa o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, preso nesta terça-feira pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha, de tentar subornar um delegado federal para que ele tirasse alguns nomes do inquérito da PF. O advogado do banqueiro, Nélio Machado, nega as acusações."

A justiça às vezes acontece

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A justiça às vezes acontece. Demora, mas acontece. Espero que ocorra aqui no Cariri. Mas, voltando ao tema Dantas, o PHA (Paulo Henrique Amorim) escreveu assim no site dele: "08/07/2008 09:03 O QUE DIRÁ A BANCADA DANTAS ? Paulo Henrique Amorim Máximas e Mínimas 1244 . O Conversa Afiada perguntou ao Senador Heráclito Fortes e ao deputado José Eduardo Cardozo o que acharam da prisão de Daniel Dantas. . Os dois são os líderes da Bancada Dantas, respectivamente, no Senado e na Câmara. . O Conversa Afiada também perguntou à Ministra Dilma Rousseff se mantém a nomeação de Fabrizio Pierdomenico, que doou uma pequena área no minúsculo Porto de Santos a Daniel Dantas, sem licitação (clique aqui). . O Conversa Afiada aguarda ansiosamente as respostas. Receberam os e-mails: Eduardo Ladeira, assessor de imprensa do senador Heráclito Fortes. Nicolas Tamasauskas, assessor de imprensa do deputado José Eduardo Cardozo. Valda Carmo, secretária da assessoria de imprensa da Casa Civil."

Nassif também estava certo.

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Luiz Nassif também estava certo. Recomendo uma olhada no blog dele. Tem acusado de desvio de dinheiro indo pra cadeia. E acusado graúdo. Leiam no Blog: http://projetobr.com.br/web/blog/5

Até a Revista VEJA noticiou(!): Dantas foi preso

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Até a Revista VEJA teve que dar esta notícia: "Corrupção Operação da PF: Dantas, Pitta e Nahas são presos08 de Julho de 2008 09:32--> http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1&textCode=144280&date=currentDate" E Paulo Henrique Amorim estava certo...

7 de julho de 2008

Classe Dominante colonizada

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Excelente texto de Luiz Carlos Azenha que reproduzo aqui. Os grifos em negrito são meus.
No entanto, faço uma observação: prefiro usar o termo "classe dominante" ao invés de "elite", pois a classe dominante brasileira raramente é melhor em algum setor para se constituir numa "elite". Fora isso, reputo como excelente o texto, que reproduzo aqui:





"NOSSA ELITE É AMERICANA
Atualizado em 06 de julho de 2008 às 15:31 Publicado em 05 de julho de 2008 às 17:22




NAIROBI - Quênia - Depois de uma semana enfrentando os congestionamentos de uma das maiores metrópoles da África eu me perguntei onde é que os quenianos erraram. Escolhi a foto acima para ilustrar esse texto justamente com o objetivo de não reforçar a imagem que a maioria dos estrangeiros têm da África. Não, a independência dos países africanos não foi um desastre - como gostam de dizer os antigos colonizadores no escurinho do cinema. Eles adorariam que fosse essa a realidade, para que pudessem se livrar dos crimes que cometeram, dormir com a consciência tranquila e ainda tratar os africanos de forma paternalista. A independência da África deu certo, sim, mas para poucos.
Deu certo para o dono da Mercedes Benz que aparece na foto acima, por exemplo. Relativamente ao conjunto da população eles são poucos. Fazem parte de uma elite africana ligada ao governo ou aos negócios que estrangeiros brancos continuam tocando no Quênia, direta ou indiretamente. Fui às duas maiores favelas de Nairobi nos últimos dias. Não me surpreendi pelo simples fato de que já conhecia a miséria africana, de viagens anteriores. Pelo contrário, dessa vez me peguei admirando a tenacidade, o espírito comunitário e o empreendedorismo dos quenianos. O Quênia festeja em 2008 os 45 anos de sua independência.
A frustração é óbvia. Aqui mesmo há os que argumentam que a elite negra traiu os ideais do país e continuou o regime dos colonizadores. Há uma grande dose de revolta contra o império do momento - os Estados Unidos - e seu sub-império, o Reino Unido. Em uma repartição pública, um funcionário me disse que a rainha Elizabeth, da Inglaterra, deveria responder por crimes contra a Humanidade. Ele fazia referência aos crimes cometidos aqui pelos britânicos nos anos 50, quando combateram a rebelião Mau Mau criminalizando a população civil. Eu lembrei a ele que a História é escrita pelos vencedores e que os britânicos ainda têm meios de controlar essa História.
Mas, aos poucos, o mundo saberá o que se passou na África. Já há livros como The British Gulag, por exemplo, tratando do tema. Mas há também aqueles que argumentam que a democracia ainda não se instalou no Quênia e que esse é o melhor caminho para alçar a grande massa da população às condições mínimas de sobreviência. Eu refletia sobre o assunto quando recebi um e-mail de uma campanha contra o ditador Mugabe, do Zimbábue. Uma causa aparentemente nobre.
No entanto, ainda não entendi o que levou o Ocidente branco a focalizar toda a sua ira contra Mugabe - e nenhuma contra o ditador da Guin'e Equatorial, por exemplo. Não sei o motivo dessa seletividade. Talvez o petróleo que a Guin'e garante a americanos, europeus e japoneses... De repente me dei conta de que, ao julgar o Quênia, eu estava automaticamente repetindo o comportamento condescendente dos ocidentais brancos em relação à África, como se não tivessemos nossos próprios problemas e soubessemos o que é melhor para eles. Eu me lembrei de que mais brasileiros foram à Disney do que à Amazônia. Lembrei-me que o nome de um dos programas favoritos da elite brasileira é Manhattan Connection. Que a emissora de vender bugigangas no Brasil se chama Shoptime. Que o Fashion Mall é o shopping chique do Rio de Janeiro.
Que em São Paulo se festeja o haloween. Que o caderno da Folha para adolescentes é o Folhateen. E lembrei que também temos uma elite preconceituosa e reacionária, que se comporta no Leblon e nos Jardins como se estivesse em Paris ou Nova York. Seria um elogio chamar essa elite de africana. A África não merece ser associada a algo tão vulgar e ignorante. Nossa elite é americana. "

4 de julho de 2008

Palavra do Comandante

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Fala de Fidel Castro no site Cubadebate, sobre o cativeiro de Ingrdi Betancourt: "Civis nunca deveriam ser seqüestrados, nem militares deveriam ser mantidos como prisioneiros nas condições da selva. Eram fatos objetivamente cruéis. Nenhum propósito revolucionário justifica isto".

Nota do Partido Comunista Colombiano

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Por Jaime Caycedo , Secretário-Geral do Partido Comunista Colombiano "Ingrid Betancourt livre: acelerar a busca da paz
Ingrid Betancourt, os três prisioneiros de guerra norte-americanos e 11 funcionários militares ficaram em liberdade esta tarde, após uma operação militar inserida em áreas limítrofes dos departamentos colombianos de Vaupés e Guaviare. O governo colombiano apresentou a operação como um triunfo militar na política de guerra contra-insurgente do governo. De fato, a operação implicou ações de inteligência e infiltração que permitiram comprometer os guardiões dos reféns. Valiosas recompensas para estimular as deserções dentro da própria guerrilha se anunciam permanentemente pelos meios de comunicação e bombardeios de propaganda nas zonas de conflito. Não são descartadas interceptações de comunicação com a mediação via satélite do Comando Sul dos Estados Unidos. O resgate coincide com o momento em que o candidato de Bush à Casa Branca visitava a Colômbia. Deve-se recordar que os governos da França e da Suíça haviam enviado, há vários dias, contatos destinados a tentar liberar várias das pessoas. Os movimentos dos moradores locais, que provinham de três grupos diferentes dispersos na selva, indicam que, efetivamente, estavam em processo de ser reunidos, talvez no contexto das prometidas liberações. Para Uribe, esse sucesso representa um alívio em meio à crise política desatada pelos processos que a Corte Suprema de Justiça leva adiante contra parlamentares próximos ao governo e à ex-parlamentar Yidis Medina, condenada pelo delito confesso de suborno, que determinou a maioria de votos mediante o qual se tornou possível a reeleição de Álvaro Uribe, nas eleições de 2006; Uribe planejou convocar um referendo para ratificar sua legitimidade. Ao mesmo tempo, se sabe que seu objetivo é uma nova reforma constitucional, que permita-lhe a reeleição em 2010. A natural alegria pelo logro alcançado não oculta o fato de que permanecem retidos outros reféns. É claro que se trata de um revés, mas não de uma derrota das Farc. O êxito alcançado pelas forças oficiais não desqualifica a necessidade de um acordo humanitário, que pode ser um passo importante na busca de uma saída política negociada do prolongado conflito interno colombiano. Nesse sentido, deve continuar a pressão nacional e internacional para alcançar a paz democrática, com justiça social e soberania."

3 de julho de 2008

Artigo de Altamiro Borges: Limpeza étnica na Europa fascista

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Publicado no Portal Vermelho: O Parlamento do Mercosul, reunido na cidade argentina de San Miguel de Tucumán, aprovou ontem uma dura resolução de repúdio às novas regras migratórias em vigor na União Européia, a fascista “Diretiva de Retorno”. Segundo relatos de bastidores, o documento foi articulado pelo ministro de Relações Exteriores do Brasil, o embaixador Celso Amorin, foi consensual entre os países membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e teve o entusiástico apoio dos governos da Venezuela e Bolívia, ainda em fase de adesão formal ao bloco regional. "3 DE JULHO DE 2008 - 18h45 Limpeza étnica na Europa fascista por Altamiro Borges* “O Parlamento do Mercosul declara seu repúdio à denominada Diretiva de Retorno, que constitui uma violação aos direitos humanos básicos, em particular ao direito de livre circulação... Declara a sua esperança na capacidade do Parlamento Europeu rever, com base nos valores civilizatórios da Europa, essa decisão equivocada e estéril, que mancha a imagem da União Européia”, afirma a incisiva resolução, que será encaminhada a todas as instâncias internacionais. Alguns governos latino-americanos também não descartam a possibilidade de adotar duras medidas de represália, no espírito do direito à reciprocidade, como forma de pressão sobre as nações européias. Oito milhões de “criminosos” A Diretiva de Retorno, aprovada pelo parlamento europeu em 18 de junho, representa uma brutal regressão na política migratória e reflete a atual onda direitista no velho continente, com a vitória de vários governantes xenófobos. Ela relembra a fúria racista do período nazi-fascista. Fixa que, a partir de 2010, o estrangeiro em situação irregular em qualquer país da União Européia terá de sete a 30 dias para voltar ao seu país de origem, independentemente do tempo de residência na Europa e mesmo de sua situação familiar. Caso não deixe o país, ele ficará sujeito à detenção por seis meses, prorrogáveis por mais 12 meses. Os filhos nascidos na Europa também poderão ser separados dos pais imigrantes e os deportados não poderão retornar à Europa durante cinco anos. Segundo estimativas, atualmente há oito milhões de imigrantes ilegais no continente – entre eles, cerca de 800 mil brasileiros. A partir da vigência desta lei, já batizada de Diretiva da Vergonha, todos passarão a viver como criminosos, perseguidos pela polícia migratória e discriminados por europeus envenenados pelas manipulações racistas difundidas na mídia hegemônica. O clima de terror já impera. Na Itália, o magnata da mídia Silvio Berlusconi, durante a sua campanha para o terceiro governo, pregou abertamente a “tolerância zero contra o rom [ciganos], os clandestinos e os criminosos”. Eleito, já ordenou a destruição de acampamentos e a prisão sumária de ciganos. Arsenal de desgraças do colonizador Na França, liderada por outro fascista, Nicolas Sarkozy, foram fixadas cotas anuais de expulsão de estrangeiros. Também foi autorizado o interrogatório de “suspeitos” durante seis dias, sem a presença de advogados, e as normas de controle dos aeroportos agora serão secretas. O governo francês ainda decretou que os patrões deverão denunciar funcionários sem documentos sob pena de multa de 15 mil euros e cinco anos de prisão. Na Espanha, o social-democrata Luis Zapatero se vangloriou de ter expulsado 330 mil imigrantes – 50% mais do que nos últimos quatro anos de José Aznar. Outros países autorizaram a polícia a deter os imigrantes por 42 dias sem acusação formal e os serviços secretos já vasculham, sem sentença judicial, os correios eletrônicos. Na opinião do jornalista Luis Eça, a escalada xenófoba na Europa, que explica a recente vitória de governantes fascistas, teria vários motivos. “A aversão da população européia aos imigrantes se explica, em parte, pelo racismo – nem sempre expresso, mas, em geral, latente –, herdado dos tempos coloniais, quando os africanos eram acoimados de selvagens e os asiáticos de bárbaros que deveriam ser ‘civilizados’. Outra razão, talvez mais importante, é o temor de que os intrusos venham a tomar postos de trabalho da população local”. Os imigrantes seriam as vítimas destas injustiças. “Após séculos, primeiro escravizando e depois explorando impiedosamente a África, a América Latina e parte da Ásia, a Europa parece não ter esgotado o seu arsenal de desgraças”. Novos escravos da Europa No seu calvário, o imigrante sofre ao tentar ingressar no “primeiro mundo”, ao ser violentamente explorado e, agora, ao ser perseguido e expulso. Ele trabalha nas áreas mais penosas e insalubres, numa jornada média de 60 horas semanais, com salários baixos e sem qualquer direito. Temendo ser denunciado à polícia, ele se submete às horas não pagas, à truculência patronal, às demissões arbitrárias, à ausência de indenizações e ao trabalho noturno e no final de semana. Os imigrantes ilegais, mas também os legais, são utilizados pela burguesia para instigar a concorrência entre os trabalhadores, o que estimula a divisão na própria classe e os piores instintos xenófobos. Reportagem contundente do jornal O Estado de S.Paulo, intitulada “Novos escravos da Europa”, revelou o drama de dois africanos, Adam Mohamed e John Kawala, que venderam suas lojas de artesanato em Gana “para reunir dinheiro e pagar todas as propinas necessárias para cruzar várias fronteiras e chegar a Europa. Em três semanas, passaram por Gana, Togo, Benin, Níger, Líbia e finalmente cruzaram o mar Mediterrâneo até o sul da Itália. Gastaram 4 mil cada um na viagem. Tudo isso para, três meses depois, viverem na condição parecida com a da escravidão na Europa. ‘Se eu soubesse que viria ao inferno, não teria iniciado a viagem’, afirma Kawala, 35 anos”. Violação dos direitos humanos O artigo mostra que esta é a sina da maioria dos 500 mil africanos, latino-americanos e asiáticos que ingressa no bloco todos os anos. O grosso trabalha ilegalmente, sendo responsável por quase 12% do PIB europeu. Muitos vivem “em condições de indigência. Eles sofrem diariamente com violência, vivem em edifícios abandonados, sem eletricidade ou água, e infestados de ratos. Pior: não podem voltar diante das dívidas que acumularam com seus patrões. Conhecida por criticar as condições de trabalho na produção da cana-de-açúcar no Brasil ou de têxteis na China, a Europa está sendo obrigada agora a admitir a existência dessas violações em seu próprio território”. No trabalho nos campos da Itália, França ou Espanha, “quem ousa fugir é até perseguido pelos capatazes das fazendas. Há dois anos, a região [da Calábria] ainda foi tomada por um escândalo envolvendo a morte de poloneses que também trabalhavam no campo. Investigações feitas pela Justiça mostraram que algumas das mulheres encontradas mortas poderiam ter sido estupradas e aquela foi a primeira vez que os italianos passaram a saber a real situação dos imigrantes... Hoje, os que morrem não têm muitas vezes nem como ter seu corpo transportado para seus países”. Resposta deve ser dura Além de comer o pão que o diabo amassou, em condições desumanas de trabalho, o imigrante será agora mais perseguido e humilhado. Para Emir Sader, “a mensagem européia é clara. Diz um colunista espanhol: ‘Imigrante, não, muito obrigado. Petróleo, passe, por favor’. Em outras palavras, livre comércio, mas, numa sociedade que considera o ser humano mercadoria, estes são excluídos da lei geral. As mercadorias podem circular livremente, os seres humanos, não... Não é necessário recordar que sempre aceitamos imigrantes europeus, sem nenhuma política de cotas”. Para o renomado sociólogo, é urgente repudiar esta barbárie fascista. “Uma vez García Márquez anunciou que não permitiria mais a venda dos seus livros na Espanha se passasse a ser solicitado visto aos colombianos. Agora, Hugo Chávez anuncia que deixará de vender petróleo aos países que aplicarem a Diretiva da Vergonha”. A resposta dos governos e dos povos latino-americanos, africanos e asiáticos deve ser dura. Nos séculos 19 e 20, os países do Sul “receberam milhões de italianos, portugueses, franceses, alemães, espanhóis e ingleses, que para cá vieram em busca de melhores oportunidades que seus países não ofereciam. Mas, na Europa de Berlusconi, Sarkozy, Merkel e Brown, gratidão não é um argumento levado em conta”, ironiza Luis Eça." *Altamiro Borges, Miro é jornalista, Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)