22 de julho de 2010

Uma dívida com a África

Nenhum comentário:

A criação da Universidade da Integração Internacional Luso-Afro-Brasileira (UNILAB) é realmente um ato de resgate e defesa da educação e desenvolvimento dos povos irmãos. Séculos de trabalho escravo e humilhações não podem ser apagados, nem podemos fazer o tempo voltar. Mas,  das várias ações do governo Lula que podemos elogiar, sem dúvida, a da criação da UNILAB em território cearense  é uma que ficará para a história da aproximação dos brasileiros e de vários cidadãos de países africanos. 

Fica a minha dúvida. O que será que os neoliberais fariam para reparar os erros históricos ou ajudar aos países africanos? Abrir uma loja de fast-food para "gerar empregos"? Ou ensinar as "leis do mercado"? 


Leia matéria da Universidade Federal do Ceará sobre a criação da UNILAB.  


"O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse muito feliz em sancionar a lei que cria a Universidade da Integração Internacional Luso-Afro-Brasileira (Unilab) porque "é o pagamento de uma pequena parte da dívida que temos com o povo africano, dívida que não pode ser mensurada em dinheiro e sim em parceria, em colaboração". A declaração do Presidente foi feita durante o ato em que sancionou a lei que cria a segunda universidade federal no Ceará e que aconteceu na tarde de terça-feira (20), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
Lula citou o trabalho de empresas públicas brasileiras em vários países da África, como os desenvolvidos pela Embrapa e Petrobras. Ressaltou que visitou aquele Continente mais do que todos os presidentes anteriores.
"Estive lá oito vezes e antes do fim do meu mandato ainda irei a Moçambique inaugurar uma fábrica de medicamentos construída e desenvolvida com a ajuda de nosso País", informou.

Em nome do Ceará, falou o Governador Cid Gomes, que iniciou seu pronunciamento observando que precisava chegar ao Planalto um Presidente sem título universitário para que a Universidade pública brasileira tivesse o seu maior crescimento, que ampliasse as vagas para os estudantes, contratasse professores e se expandisse para o Interior. 

Citou também o aumento de escolas profissionalizantes federais  em todo o Brasil e, referindo-se a sua gestão, citou as 125 escolas de Ensino Médio profissionalizantes  em funcionamento no Ceará.

Compareceram ao evento o Reitor da Universidade Federal do Ceará, Prof. Jesualdo Farias; o Governador Cid Gomes; o Presidente da Comissão de Implantação da Unilab, Prof. Paulo Speller; a Prefeita de Redenção (município que sediará a Universidade) Cimar Torres; o Senador Inácio Arruda e os deputados Mauro Benevides e José Pimentel, representando a bancada federal cearense. 

Também presentes o Vice-Reitor da UFC, Prof. Henry Campos; o Secretário da Ciência e Tecnologia, René Barreira; a Coordenadora de Assuntos Internacionais da UFC, Profª Maria Elias Soares; a Profª Maria de Fátima Azevedo, da Pró-Reitoria de Graduação da UFC; e Adênia Guimarães, Chefe do escritório da Unilab em Fortaleza."




Fonte: Coordenadoria de Comunicação e Marketing Institucional da UFC - (fone: 85 3366 7331 / 3366 7330)

13 de julho de 2010

Dissidência ou terror?

Nenhum comentário:


A Rede Globo chama de "terrorista" quem lutou contra a ditadura brasileira. Os Estados Unidos da América põe o FBI ou a CIA atrás da pessoa que mandar um email para a Casa Branca xingando o presidente de lá.
E se você se juntasse a outras pessoas e tentasse derrubar o governo Lula e mais ainda, com ajuda financeira de outro país? Como você seria chamado? "Dissidente"?
Mas e os "dissidentes políticos" cubanos? Quem são eles e porque estão presos? Será que é por crime de "consciência" mesmo? Será?
O que sabemos sobre eles? Eis uma outra fonte sobre o caso.
Editorial do Portal Vermelho, de 09 de julho de 2010.


"A igreja católica de Cuba anunciou, dia 7, um acordo com o governo de Raúl Castro e o cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, com a assistência do ministro de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, para libertar 52 presos remanescentes do desmantelamento da conspiração de 2002/2003 pelo fim do socialismo na ilha. Além dos questões humanitárias, o tema envolve aspectos políticos referentes à resistência antiimperialista na ilha que não podem ser postas de lado. 

O acordo beneficia 52 presos; cinco presos terão libertação imediata (Antonio Villarreal Acosta, Lester González Pentón, Luis Milán Fernández, José Luis García Paneque e Pablo Pacheco Ávila), e os demais 47 sairão num prazo entre três e quatro meses e poderão viajar para a Espanha, "se assim o desejarem", como declarou o chanceler espanhol. Em maio, quando as negociações entre o governo de Havana e a Igreja começaram, já havia sido libertado o preso Ariel Sigler.

Os presos fazem parte de um grupo detido, julgado e condenado em 2003 por fazerem parte de uma ampla conspiração antissocialista articulada em torno do chamado Projeto Varela, que, com apoio ativo do governo dos EUA, reuniu 48 organizações antirrevolucionárias (cinco delas com sede nos EUA) para investir contra o governo socialista e iniciar o que chamavam de "transição" para o capitalismo. 

O plano previa a formação de uma grande aliança opositora com o objetivo de restabelecer a Constituição de 1940 e, segundo Angel Polanco (presidente do Comitê Pró-Mudança), obter adesões a um abaixo-assinado pela renúncia do governo socialista, pela mudança no sistema político e pela convocação de um Congresso da República, levando ao poder um governo provisório para promover o desmonte do estado socialista.

Apresentada pela imprensa conservadora como um movimento pacifista de oposição ao regime instaurado em 1959, o Projeto Varela fez parte da tentativa norte-americana de desestabilizar o regime e surgiu num ambiente onde as ameaças contra a soberania e a independência de Cuba se multiplicavam. 

Declarações de autoridades norte-americanas deixavam claro que ele fazia parte dos preparativos da invasão da ilha. Em 2002 o governador da Flórida, Jeb Bush (irmão de George Bush), pedira ao irmão presidente para providenciar aquela invasão; o embaixador dos EUA na República Dominicana, Hans Hertell disse que o ataque ao Iraque era um "sinal muito positivo e exemplo muito bom para Cuba", sendo o começo de "cruzada libertadora que abarcará todos os países do mundo, Cuba incluída"; o secretário da Defesa Donald Rumsfeld disse, por sua vez, que, se fossem encontrados sinais de armas de destruição em massa em Cuba, "teríamos de agir". 

Em abril de 2003 o governo Bush colocou Cuba no "eixo do mal", países que estavam na mira dos EUA por resistirem a suas ameaças de agressão. Um dos pretextos para isso era a acusação falsa feita por John Bolton, subsecretário de Estado, de que Cuba mantinha um programa de armas biológicas. Em outubro de 2003, o próprio Bush disse que "Cuba deve mudar" e que, evidentemente, "o regime de Castro não mudará por decisão própria". E em dezembro circulavam notícias de que vários órgãos do governo dos EUA trabalhavam em planos para a intervenção em Cuba. 

No interior da ilha, sob a coordenação de James Cason, chefe do Escritório de Interesses dos EUA em Cuba, os preparativos para a ação contra o governo socialista foram acelerados. A distribuição de dólares foi farta, envolvendo desde o apoio à implantação de emissoras de rádio até o pagamento de cerca de 100 dólares mensais para aqueles que compareciam àquele departamento que é uma espécie de embaixada não formal dos EUA.

Foi uma enxurrada de pelo menos 45 milhões de dólares para financiar a conspiração. Em 2000 a Agência Internacional para o Desenvolvimento dos EUA (Usaid) deu 670 mil dólares para a publicação de panfletos anticomunistas. Outro 1,6 milhão de dólares foi destinado para ONGs contrarrevolucionárias; mais 2,4 milhões foram para o planejamento da "transição" e avaliação do programa. 

O Centro para uma Cuba Livre recebeu 2,3 milhões em 2002 para aliciar grupos de oposição; o Grupo de Trabalho da Dissidência Interna ficou com 250 mil; Freedom House e seu Programa para a Transição de Cuba teve 1,3 milhão; o Grupo de Apoio à Dissidência, 1,2 milhão; a agência Cubanet, 1,1 milhão entre 2001 e 2002; o Centro Americano para o Trabalho Internacional de Solidariedade, 168 mil; a Ação Democrática Cubana, 400 mil em 2002. 

Enquanto isso, o secretário de Estado assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Curtis Struble, disse que a Usaid investiria mais 7 milhões na conspiração anticastrista, e o general Colin Powell, secretário da Estado de Bush, anunciou o investimento de 26,9 milhões na Rádio e na Televisão Martí, mantidas pela CIA para transmitir programação contrarrevolucionária e articular a ação dos conspiradores.

Foi a participação ativa nesta conspiração estrangeira contra o governo de seu país que levou à prisão daqueles que, agora, são beneficiados pelo acordo entre o governo de Raúl Castro e o cardeal Jaime Mendonça. Eles foram condenados sob a acusação de crimes contra a independência e a integridade territorial de Cuba. Foram condenados por trair a pátria socialista a serviço da principal potência imperialista de nosso tempo, os EUA."

6 de julho de 2010

A República do Paraguay responde ao ataque de canal Global

2 comentários:


Embajada de la República del Paraguay
Brasilia – Brasil
      Brasilia-DF, 2 de julio de 2010.
 EP/BR/9/046/2010 
Ref.: Publicación de SporTV.
Señor Director:
 Me dirijo a Usted con el objeto de manifestarle nuestro desagrado por un video exhibido en una programación del Canal de Televisión SporTV, miembro del grupo periodístico de su Dirección, relacionado con la participación de la Selección paraguaya en el Mundial de Futbol Sudáfrica 2010.
 Expresamos nuestro rechazo a la difusión de un material que, con un supuesto tono humorístico, denigra al pueblo paraguayo, ironizando sobre nuestros valores culturales y atractivos naturales.
 No podemos comprender el objetivo de dicha publicación y menos aún cuando ello ocurre de parte de un medio periodístico prestigioso que no necesita recurrir a la infamia para ganarse mayor audiencia.

s muy satisfechos del lugar que actualmente ocupa nuestra selección en el Mundial de Sudáfrica y más aún por el hecho de ser una de las 4 selecciones de América, coincidentemente pertenecientes a los 4 Estados Partes del MERCOSUR, que han arribado a estas instancias en tan importante certamen deportivo.
 Tenemos legítimo orgullo de nuestras costumbres y tradiciones, así como de nuestros recursos y atractivos turísticos, por lo que una publicación de indiscutible mal gusto, como la referida, no conseguirá menoscabar el lugar ganado con mucho esfuerzo en el deporte ni los valores de pueblo y naturaleza de nuestro país.
   Por tratarse de una reiterada falta de respeto en el mismo medio televisivo, me permito solicitarle que la programación del grupo periodístico de su dirección, respete la dignidad del pueblo y gobierno de la República del Paraguay. 
 Atentamente,
 Didier César Olmedo
Ministro de Embajada
        Encargado de Negocios a.i.
Al Señor
Antonio Carlos Drumond,
Director de la Red GLOBO
Brasilia, DF.

3 de julho de 2010

"Um Globo colérico, sem brilho, com a cara de Kamel" - Por Luis Nassif

2 comentários:
Boa análise de Luis Nassif sobre a cobertura das "organizações" nessa Copa. 

"Uma das características mais aviltantes da fase atual da mídia é a falta de respeito total pelos eventualmente derrotados. Em toda lógica guerreira, há a oportunidade do exercício da nobreza no vitorioso quando o adversário tomba. O respeito ao adversário caído é o momento em que o vitorioso cresce.
Nos últimos anos viu-se o contrário na mídia: o exercício permanente do macartismo, da perseguição, da vilanização dos adversários. Depois, a celebração orgiástica da vitória, o achincalhe do adversário caído. Lembra exércitos que, terminada a batalha, enviam soldados para liquidar com os moribundos.
A Globo se considerou vitoriosa com a derrota da Seleção. Sua maneira de comemorar está na primeira página do jornalão, um autêntico estilo Kamel:
O fim (definitivo) da era Dunga
Brasil só joga um tempo e, desequilibrado, dá um adeus melancólico ao sonho do hexa

A seleção brasileira deu adeus ontem de forma melancólica à Copa. A exemplo de 2006, foi eliminada nas quartas de final, ao perder para a Holanda por 2 a 1, em Port Elizabeth.
Em seu melhor primeiro tempo no Mundial, abriu 1 a 0, com belo gol de Robinho, mas desperdiçou todas as chances de aumentar a vantagem e liquidar a partida. No segundo tempo, um gol contra de Felipe Melo, em falha com Júlio César, aos 8 minutos, mudou tudo. O time se desequilibrou, à imagem de seu comandante, Dunga, que esmurrava a armação de ferro do banco de reservas, em desespero. Símbolo do descontrole, Felipe Melo foi expulso ao pisar em Robben e acabou com qualquer chance de reação.
O time pôs fim ao sonho do hexa colérico, sem brilho e sem representar o autêntico futebol brasileiro.
Com a cara de Dunga. 
Ou ainda na home da edição online:

Quem foi o maior vilão do fracasso do Brasil na Copa?

Kaká, que não apresentou o futebol que se esperava deleVotar
Felipe Melo, pelo futebol truculento e a expulsão contra a HolandaVotar
Dunga, pelo estilo agressivo que contaminou os jogadores 

Diria que foi Kamel, pelo estilo agressivo, o responsável pela contaminação do quadro de jornalismo da Globo."

Fonte: Luis Nassif Online