16 de janeiro de 2012

Povos isolados localizados no Amazonas

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Do blog da redação do Repórter Brasil:


"Índios isolados foram localizados pela Fundação Nacional do Índio  (FUNAI) em uma área próxima dos canteiros de obras das hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, na região Norte do país. O grupo vive na Terra Indígena Katauixi/Jacareúba, no Amazonas, entre os municípios de Lábrea e Canutama, perto da divisa com Rondônia. A informação foi inicialmente anunciada no blog da Cordenação Regional do Madeira, da Funai, mas acabou sendo retirada do ar. O texto chegou a ser divulgado no twitter oficial da C.R. Madeira. A Repórter Brasil tentou ouvir o coordenador de índios isolados da Funai, Leonardo Lenin dos Santos, sobre a suspensão da publicação, mas ele não respondeu os recados deixados em seu celular.
Quando foi despublicado, porém, o artigo já havia circulado na internet e reproduzido em outras páginas. O assunto causou preocupação entre indigenistas, entre eles Pedro Portella, da ONG Vídeo nas Aldeias, que escreveu para a redação chamando atenção para a gravidade do caso. O jornal A Crítica publicou reportagem sobre a expedição que identificou os povos indígenas isolados.
Em 2008, Rogério Vargas Motta, cordenador da Frente de Proteção Etnoambiental do Madeira, grupo da Funai que fez a localização dos índios, já chamava a atenção para o risco de grandes obras em áreas tão próximas a terras indígenas. Como parte do relatório “O fim da floresta? A Devastação das Unidades de Conservação e Terras Indígenas no Estado de Rondônia”, do Grupo de Trabalho Amazônico, ele escreveu que “existem ainda referências de oito grupos indígenas isolados em Rondônia” e que “dois desses grupos estão seriamente ameaçados pela construção das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau no rio Madeira”.
As terras indígenas em questão começam a cerca de 30 km da área das construções, mas, devido à presença e ação do homem, os indígenas isolados já se afastaram, avançando para dentro da mata. Não é a primeira notícia sobre impacto social e ambiental da construção das usinas hidrelétricas na Amazônia. Na construção de Jirau, um flagrante de trabalho escravo fez com que a Construtora BS, contratada pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), fosse incluída na última atualização da “lista suja” do trabalho escravo, publicada em 30 de dezembro de 2011."

12 de janeiro de 2012

Em janeiro

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Dicas de leitura para o restante do mês de janeiro:

1) "A Piedade e a Forca". 
Livro de Bronislaw Geremek. Sobre as ações e atitudes para com os pobres e miseráveis, nas Idades Média e Moderna, caridade e repressão. Da pobreza admirada, a dos ricos que renegam sua riqueza e buscam uma suposta "santidade", à pobreza real, daqueles que sofreram as consequências das desigualdades e a repressão de várias formas. 

2) "A grande transformação: as origens de nossa época". 
Livro de Karl Polany. Sobre o sistema econômico que surgiu no século XIX, em que ao invés da economia estar embutida nas relações sociais, são estas que passam a ficar embutidas no sistema econômico. Mostra como a tese de um mercado autorregulado é uma utopia e os problemas dessa prática política. 

3) "Cultura e Sociedade: de Coleridge a Orwell". 
Livro de Raymond Williams. Sobre como o conceito predominante de cultura foi desenvolvido a partir da Revolução Industrial. Palavras como cultura, democracia, classe social, arte, entre outras, ganharam significado e usos que predominam até hoje, tanto no discurso acadêmico bem como na mídia.