31 de outubro de 2008

Em viagem.

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Estarei em viagem pelos próximos dias, aproveitando o fim das férias. Um abração a todos.

Fértil imaginação humana

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Até onde vai a criatividade humana? A Justiça brasileira permite que o cidadão que se sinta constrangido, mude o seu nome. 
Veja a lista de alguns nomes em que foi solicitada a troca, por causar constrangimento aos seus donos: 
- Wonarllevyston Garlan Marllon Branddon Bruno Paullynelly Mell,
- Altezevelte,   Alucinética Honorata, Maxwelbe,  Claysikelle , Maxwelson,  Mell Kimberly,  - Frankstefferson,   Hedinerge,  Starley,   Hezenclever,  Uallas,  Udieslley , Ulisflávio, -  Hollyle,  Hugney , Necephora Izidoria,  Kristofer,  Willian  Locrete,  Venério , Walex Darwin,  - Yonahan Henderson,   Maxwelson,  Wochton,  Wallyston,  Waterloo,  Wolfson.
  Fonte: G1. 

30 de outubro de 2008

Charge de Latuff

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O pior governante do Brasil.

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Continua a enquete do blog sobre o pior governante do Brasil: 
- D. Pedro I, 
- Eurico Gaspar Dutra, 
- Emíli Garrastazu Médici, 
- Fernando Collor, 
- Fernando Henrique Cardoso. 
Vote. 

Materialismo Histórico - parte 4.

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O marxismo está incluso no paradigma moderno. Faz parte da mesma tradição do Iluminismo, se bem que busca radicalizar a racionalidade daquele movimento, se proclamando a visão de mundo do proletariado, com base materialista e dialética. Karl Marx e Friedrich Engels partiam do pressuposto materialista e existem inúmeros exemplos do debate com as concepções idealistas:

 "O humanismo real não tem, na Alemanha, inimigo mais perigoso do que o espiritualismo – ou idealismo especulativo - , que no lugar do ser humano individual e verdadeiro, coloca a ‘autoconsciência’ ou o ‘espírito’ e ensina, conforme o evangelista: ‘O espírito é quem vivifica, a carne não presta’. Resta dizer que esse espírito desencarnado só tem espírito pela sua própria imaginação. O que nós combatemos na Crítica baueriana é justamente a especulação que se reproduz à maneira de caricatura. Ela representa, para nós, a expressão mais acabada do princípio cristão-germânico , que faz sua derradeira tentativa ao transformar a crítica em si numa força transcendental." 

(MARX, Karl & ENGELS, Friedrich. A Sagrada Família ou A Crítica da Crítica crítica contra Bruno Bauer e consortes. São Paulo: Boitempo, 2003.         

 Quando se utiliza os pressupostos marxistas, pretende-se compreender a realidade. E transformá-la conscientemente. Uma das particularidades na maneira de investigar a partir dessa concepção é a atitude de não temer o confronto com as autoridades científicas estabelecidas (confronto intelectual, deixemos claro). 

Além disso, não acreditar na suficiência da dúvida metódica prévia e única, fazendo a crítica rigorosa, permanente e contínua dos próprios resultados e avanços. 

Cabe então a questão: até que ponto é possível a pesquisa a partir da concepção Materialista da História? 

Segundo seus críticos, ela estaria permeada de posicionamentos “políticos” e “determinismos” que a inviabilizariam no nosso tempo. 

Clique aqui para ler a 3ª parte. 

29 de outubro de 2008

A limpeza ideológica na "Imprensa Livre".

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Texto do jornalista Rodrigo Vianna em seu blog, o "Escrivinhador". 
Leiam: 
"O jornalista Sidney Rezende foi demitido da rádio CBN, que pertence às Organizações (?) Globo.
Não conheço Sidney Rezende pessoalmente. Mas, ele era tido por colegas e ouvintes como um jornalista que exercia sua independência, apesar de a CBN também estar sob os tentáculos de Ratzinger - o agente das sombras do jornalismo global, o homem que articula a candidatura Serra.
Os leitores e ouvintes mais atentos percebem, na demissão de Siney, preparativos para a cobertura (?) das eleições 2010. A moto-serra dos tucanos vai passar sobre várias cabeças no jornalismo global.
Na CBN, conheço um outro âncora (não darei nome porque ele me pediu sigilo) que teve a cabeça pedida pelo governador paulista. Serra não gostou de entrevista feita pelo âncora com um economista, questionando a forma como a Prefeitura de São Paulo (que tinha estado sob comando serrista) investia suas sobras de caixa. Esse outr âncra conseguiu preservar a cabeça sobre o pescoço. E segue fazendo bom jornalismo. Até quando? 
operação desencadeada agora (aliás, a demissão de Luiz Carlos Braga, veterano jornalista da Globo em Brasília teria algo a ver com isso?), lembra muito a "operação 2006".
Há dois anos, às vésperas da eleição presidencial, a Globo livrou-se do comentarista Franklin Martins (ele conta os bastidores completos, numa bela entrevista à revista "Caros Amigos" - procure o texto no site da revista) porque este não fechava com a linha oficial da emissora de "sentar a pancada" em Lula, e dar aquela "mãozinha" pros tucanos. Depois, foram limados também jornalistas que se indispuseram com a emissora, durante a cobertura da eleição (entre eles, inclui-se o responsável por este quase-blog, além de Luiz Carlos Azenha, Carlos Dornelles e o editor de política Marco Aurélio Mello).
Sobre a saída de Sidney Rezende, veja o que diz o leitor Stanley Burburinho, em comentário postado no blog do próprio Sidney:
"As Organizações Globo estão demitindo todos os jornalistas moderados, isentos. Será um tiro no pé se a Lucia Hippolito assumir o lugar do Sidney. Primeiro porque ela é de São Paulo, agora mora no Rio e sempre morou na zona sul e não conhece o subúrbio, zona norte, oeste, etc. ao contrário do Sidney que morou em Bangú. Segundo porque todos sabem que as opiniões dela não são isentas, sempre com viés partidário tucano. Sempre pequei pesado com o Sidney, mas com respeito por saber da imparcialidade dele e ele sempre me respondeu educadamente. No dia do debate entre o Gabeira e o Paes, percebi que havia alguma coisa estranha no ar. A D. Hippolito ficava o tempo todo de cabeça baixa, não encarava o Sidney e não gostou nada do Gabeira desconhecer por completo a Multi-Rio. Com as demissões do Sidney e da Roxane Ré, outra moderada, está parecendo que a Mariza Tavares, apesar de ser acionista da CBN, trabalha para a concorrência. Graças a Deus que as Organizações Globo estão em franca derrocada depois que resolveu escancarar de que lado estão no espectro ideológico. Sidney, não esquente. Afinal, você é/foi professor da PUC-Rio e os seus três patrões, sempre tiveram condições para estudar, mas nenhum deles têm curso superior. Nunca fizeram nada na vida. Sou chato, mas justo."
Stanley Burburinho" 
  

27 de outubro de 2008

O mito da Imprensa Livre.

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Do site Viomundo: 
"Imprensa Livre: a montagem de um mito moderno
A escola Serjão
Sérgio Motta, o Serjão, ex-ministro das Comunicações de FHC (de janeiro de 1995 até o dia de sua morte, 19 de abril de 1998), era um sujeito extremamente pragmático e direto.
É dele a avaliação de que o tucanato inaugurava em 1995, com o professor Cardoso, "duas décadas de hegemonia e poder" no Brasil. Eles quiseram fundar um novo "getulismo com sinal trocado", sem Getúlio, com FHC, e com a famigerada inserção subalterna do Brasil na onda neoliberal de Reagan-Thachter. Exatamente o contrário do que Getúlio Vargas propugnou e construiu.
Serjão afirmava que, para isso acontecer a pleno, era preciso haver um total domínio da mídia, não apenas dos empresários donos de jornais, rádios e TV's, mas sobretudo dos jornalistas, dos que militavam e escreviam artigos e matérias de qualquer natureza no dia-a-dia das redações. Questionado sobre como era possível arregimentar tantos apoios naquilo que se constituiria uma verdadeira "revolução cultural tucana nas redações", mais uma vez aflorou o hiper-realismo e o ultra-objetivismo do homem que foi o braço direito e parte do cérebro do professor Cardoso, Serjão virou-se para o pálido interlocutor e disse:
- Jornalista come na mão, se farto for o grão!
Teorias e papers acadêmicos sobre a invencível tendência direitista e antidemocrática da mídia mundial da atualidade (por que não é um fenômeno exclusivo do Brasil, ao contrário) precisam, pois, levar em conta esse dado comezinho e quase vagabundo da realidade, qual seja, o aspecto subjetivo da canalhice e da sordidez humana na montagem do mito moderno da imprensa livre.
Serjão e seus epígonos não ficaram duas décadas no poder – felizmente – mas a infraestrutura midiática desse projeto de getulismo com sinal trocado ainda está intacta. E com altas taxas de remuneração ao seu público interno. 
Hoje, ser um jornalista de direita dá muito dinheiro, e é um business como qualquer outro." 
Fonte: Diário Gauche

Cegueira sobre o negrume - Por Rosane Pavam.

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Importante texto de Rosane Pavam, escrito para a Revista CartaCapital e que reproduzo aqui:  
"Cegueira sobre negrume

24/10/2008 14:35:54

Minha cidade é como as outras. Maior ou menor do que tudo o que espero dela. Minha cidade é bonita, com uma estranheza. A mesquinhez atravessa muitas de suas intenções. Minha cidade, que é a mesma de Oswald e Mario de Andrade, de Sergio Buarque de Holanda e de Caio Prado Jr., anda por onde não espero. 
Não se trata de ser cega ou não. Na minha cidade os cegos podem ver, exatamente como todos os outros seres a seu redor. Nesta minha cidade que é como as outras, ver não é um privilégio. É uma escolha. 
Ouço de uma estudante de Direito, ademais delicada, simpática para com os necessitados e os velhos de minha vizinhança, uma pergunta estarrecedora, nascida de seus grandes olhos confiantes. "Por que resolvem tudo desse jeito? Por que os pobres se matam?" 
É como se de repente eu estancasse sobre a linha do trem. Sei que o comentário é lateral e aparentemente desimportante, ainda que gire em torno de um evento responsável por traumatizar o país. Mas creio vezes várias que a importância, ou o caminho para entender alguns dos grandes acontecimentos cotidianos, pode estar nos lados, como ensinou o fotógrafo Henri Cartier-Bresson. 
De volta à moça que se avizinha a mim, ela não entende muitas coisas. Como ela, não alcanço os mistérios. E o que ela não entende me dói conhecer. 
Ela não sabe por que um jovem sem posses seqüestra por alguns dias uma menina, ou por que a menina, de família igualmente modesta, deixa-se seqüestrar por ele, como se esta fosse uma hipótese a ser considerada, e por que tudo, entre eles, tem de acabar como num dramalhão do México. Por que os dois namoraram? E, mais estranho, por que terminaram o namoro? E por que um revólver sempre habita a tragédia suburbana que é deles? 
Minha interlocutora simpática, que habita minha cidade bonita, mas um pouco estranha, vê tudo branco. Em seu mundo, argumenta, as pessoas conversam, amam-se ou abandonam-se, não sem dor, mas com cordialidade. Seu mundo não é o dos pobres seqüestradores e suas vítimas mortas. Seu mundo é, isto sim, como uma doce calda de marshmallow sobre o negrume, que insiste em ser mais vasto do que antes. 
No mundo negro que é dos outros, esse mundo chocolate de leite das favelas e dos subúrbios do abc paulista, as emoções se jogam como em uma roleta, para ela, incompreensível. Um pobre mata, ela diz, porque não pensa. O chocolate do pobre não tem calda. Não ainda.
 
É neste momento que a jovem me faz ver por onde caminha minha cidade, que é bonita, mas um pouco estranha. O caminho da minha cidade é o da dissolução. 
Uma dissolução da civilidade, a bem dizer. Quem vê no pobre esta bárbara diferença está pensando à moda de um eugenista do século 19. Um médico como Lombroso propunha uma brincadeira, ademais estúpida, não uma ciência, porque naquele século aventureiro era por meio de tal jogo ilusório que se explicavam a dominação e o butim das nações. 
Eles, os dominadores do século XIX, raciocinavam mais ou menos assim: podemos saquear, matar, prender as figuras inferiores a nós, como fazemos com os macacos, sem que isto nos afete sobre o travesseiro, já que Lombroso determinou que alguns ossos maiores ou menores na cara podem explicar a alma degenerada de quem a possui. 
Este raciocínio lombrosiano ajudou os eugenistas a se livrarem da má consciência e a prosseguirem tranquilamente fazendo seu trabalho de segregar, moral e socialmente, seus subjugados. Se a raça justifica a pobreza, eliminemos a raça, que a pobreza desaparecerá. Mas a farsa eugênica, que resultou no genocídio como estratégia de guerra durante os anos 40, não merece mais o crédito de nenhum cientista vivente. A eugenia acabou. Ou não? 
Hoje, nesta minha cidade branca um pouco estranha, até o reino mineral, para usar a expressão inventiva, sabe que os pobres, direta ou indiretamente, não matam mais do que os ricos, não são mais bonitos ou feios do que os ricos, e que os pobres, como os ricos, apenas são. 
E, se somos pobres ou ricos, somos os agentes de um mesmo pensamento, econômico ou filosófico, partícipes de uma mesma razão social. Os ricos também matam seus pais, suas namoradas, suas avós e consideradas. "Mas não desse jeito abrupto!", minha interlocutora insiste em responder. Não, claro. 
Passo de minha interlocutora à realidade fatal. Não é em minha cidade que são eugenistas ou brancos ou estúpidos ou enganados ou pequenos. É em algum lugar maior brasileiro onde a humanidade estancou. 
Anos atrás, esses mesmos habitantes de minha cidade um pouco estranha e branca reclamavam que um filme como o que fez José Padilha sobre o seqüestro do ônibus 174 vitimizava o pobre, ou explicava o erro do seqüestrador apenas por sua condição social. Um bom filme, pelo menos, fez esse Padilha.Ônibus 174, o documentário, promove o jornalismo difícil e básico de levantar os diversos lados de um fato. Neste filme, falam também os policiais. Sabemos, pelo menos, quem são as vítimas. Nós. 
O Brasil fala eugenicamente, de um jeito que nem mesmo é velado, por todos os poros, e ainda a todo instante. E fala assim porque este é o país onde nada pode funcionar direito, onde nenhuma instituição parece pronta para ser julgada, já que vive de estar enfraquecida como um coração de pai ou coronel, e onde, todos os dias, os julgados de forma sumária são os pobres e seu negrume." 

26 de outubro de 2008

Charge de Bira para A Charge Online - "Tática Tucana"

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No Vasco, a luta continua.

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No Vasco da Gama continua a luta para escapar do rebaixamento.  Um clube de tradição centenária, que foi durante muitos anos tratado como propriedade privada, enfrentou uma mídia completamente hostil mas que tem tudo para recomeçar. 
Como diz a frase em São Januário: "Enquanto houver um coração infantil, o Vasco da Gama será imortal". 
À luta, vascaínos! 

23 de outubro de 2008

Obama perto da vitória.

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Artigo de Luiz Carlos Azenha para a Revista Carta Capital: "Cada vez mais perto da História" 22/10/2008 19:34:31 Luiz Carlos Azenha
"Faltando menos de duas semanas para a eleição nos Estados Unidos a campanha do republicano John McCain está ficando sem oxigênio para resistir. Na pesquisa mais recente da rede NBC e do jornal Wall Street Journal a vantagem de Barack Obama é de 10%. Se 23% dos entrevistados dizem que se preocupam com a inexperiência de Obama, 34% dizem que a vice escolhida por McCain, a governadora do Alasca Sarah Palin, não está preparada para exercer a presidência.
Por força de seu grande poder de arrecadação, principalmente através da internet, o democrata Obama gasta de três a quatro vezes mais que seu oponente em comerciais de televisão nos mercados mais importantes do país, tornando uma reviravolta na campanha cada vez mais improvável.
Também conta em favor de Obama o fato de que até o dia da eleição cerca de um terço dos votos terão sido dados antecipadamente, já que a maioria dos estados americanos permite que o eleitor se manifeste, pessoalmente ou através do correio, antes mesmo de 4 de novembro. Com isso, a tradicional "surpresa de última hora", se ocorrer, perde impacto.
As pesquisas mais recentes mostram uma leve recuperação de McCain em alguns estados decisivos, notadamente Ohio e a Flórida. O problema para o republicano é que a estratégia do democrata não se assenta na vitória em um destes dois estados.
O dinheiro de Obama permite que ele ataque em dezenas de estados ao mesmo tempo, dificultando a "defesa" dos republicanos mesmo em regiões tradicionalmente conservadoras.
Os estrategistas democratas começam a calcular quais os ganhos que o partido terá nas duas casas do Congresso. Assumir controle completo do Legislativo daria a Obama o poder para colocar em prática sua plataforma, que prevê a criação de um sistema nacional de saúde, o corte de impostos para famílias que têm renda inferior a 200 mil dólares por ano e um projeto para a produção de energias alternativas.
Barack Obama pôde se dar ao luxo de abandonar a campanha por 36 horas e viajar para o Havaí, para visitar a avó que está internada.
O tempo -- e o dinheiro -- dos republicanos está acabando."

21 de outubro de 2008

Um exemplo de manipulação da mídia brasileira.

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Li no Blog do Mello e por ser tão forte e marcante, decidi colocar aqui o exemplo de manipulação da mídia brasileira. 
Mídia venal que se coloca como imparcial e que diz defender a democracia. 
Veja bem este exemplo: 

"Imagine se um sindicalista ou um blogueiro de esquerda declarasse que os donos da Globo vão acabar perdendo suas cabeças se continuarem com a manipulação que fazem em seus veículos de comunicação, e eu colocasse como manchete aqui no meu blog o titulo acima.

Pois o jornalão da família Marinho veio com uma manchete tão estapafúrdia quanto - que você pode conferir aqui.

Um jornalista adversário de Chávez deu a seguinte declaração à TV venezuelana Globovisión:

"Se você acompanhar a trajetória de Benito Mussolini e a de Hugo Chávez é igualzinho. Por isso, eu digo, com preocupação, que Hugo terminará como Mussolini: pendurado e com a cabeça para baixo."

Manchete de O Globo: “Governo Chávez vai punir TV Globovisión”. 

O destaque foi para a possível punição à emissora golpista e não para o incentivo claro ao magnicídio praticado pelo jornalista."

É, prezado Mello.Não se assuste.  É assim que eles trabalham. É assim que age o PIG - Partido da Imprensa Golpista. 

Violência tucano-midiática.

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Editorial do Portal Vermelho

"20 DE OUTUBRO DE 2008 - 21h45

Violência tucano-midiática para blindar Serra e Kassab

A manipulação política do noticiário é um câncer que a democracia brasileira ainda não expurgou. Hipocrisia,  torpeza, parcialidade e sensacionalismo são os sintomas dessa doença que atinge nossos meios de comunicação que - é sempre bom lembrar - funcionam sob concessão pública.

 Durante a semana que passou, houve três demonstrações desse cinismo midiático. 

Começou na segunda-feira (13), com comentaristas de jornais e blogueiros profissionais pró tucanos promovendo um verdadeiro linchamento da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy. Alegaram que sua propaganda invadiu a vida privada de seu adversário, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), ao sugerir ao eleitor que procurasse saber mais sobre a biografia do candidato.

 Dias depois, novo episódio misturou jornalismo e interesses políticos. 

A cobertura do confronto entre policiais civis e militares na porta do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, foi um festival de parcialidade. Os telejornais, sobretudo os da Globo e, no dia seguinte, a quase unanimidade dos grandes jornais, compraram, sem direito a contraditório, a versão difundida pelo governador José Serra que, numa abjeta tentativa de fazer uso eleitoral do episódio, tentou jogar nas costas das centrais sindicais, do PT e do PDT a culpa pelo conflito. 

Para o noticiário em geral, pouco importava se Serra não negocia com funcionários públicos em greve. Pouco importa se a polícia paulista recebe um dos piores salários do Brasil (salário PSDB: Pior Salário Do Brasil).

 A mídia nem se deu ao trabalho de investigar se a grave acusação feita por Serra tinha fundamento: a acusação simplesmente ganhou espaço nobre no noticiário.

 Aliás, governos tucanos são campeões de problemas na área de segurança, e já enfrentaram protestos no Rio Grande do Sul, Alagoas e Minas Gerais que, juntamente com São Paulo, são estados comandandados por governadores do PSDB. Mera coincidência ou estilo tucano de governar? Esta é uma pergunta que a imprensa manipuladora não faz.

 A cereja no bolo desta cobertura mistificadora veio na sexta-feira, com o trágico desfecho do seqüestro da menina Eloá, ocorrido em Santo André, no ABC paulista. Desde o início, a mídia - co-responsável pelo desfecho trágico do caso - manteve Serra a uma distância protetora, ignorando que o governador é, em última instância, o chefe da polícia estadual.

 Não se trata de defender a politização da tragédia. Mas é preciso apontar a hipocrisia e o uso de dois pesos e duas medidas pela mídia. Fosse o governador um petista, os editores da grande imprensa não titubeariam em apontar o dedo acusador contra ele, como responsável pelos eventuais erros cometidos pela polícia que comanda. Como fizeram, por exemplo, no trágico acidente com o avião da TAM, em São Paulo, no ano passado: minutos depois do desastre, comentaristas e apresentadores de telejornais acusavam o presidente Lula de responsável pela tragédia.

 Nos três acontecimentos recentes, o objetivo da trama midiática foi o mesmo: blindar a imagem do governador tucano José Serra e de seu pupilo Gilberto Kassab para não contaminar com más notícias o projeto eleitoral que a elite, sobretudo a paulista, acalenta para 2010 e para o qual a eleição de 2008 é uma etapa estratégica.

 Se, faltando dois anos para as eleições presidenciais, nas quais não se sabe ainda quem serão os candidatos, a mídia já age desta forma tão despudorada, é de se imaginar o grau de torpeza a que chegará quando o cenário da disputa presidencial estiver mais definido.

As forças progressistas e sua rede de comunicadores devem se preparar para esse grande enfrentamento." 

Partido dos Ricos

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Paul Krugman para o New York Times (Transcrito no Viomundo):  

"Quarenta anos atrás Richard Nixon fez uma descoberta de marketing. Ao explorar as divisões dos Estados Unidos -- sobre o Vietnã, sobre mudanças culturais e, sobretudo, sobre divisões raciais -- ele foi capaz de reinventar a marca republicana. O partido dos plutocratas foi reempacotado como o partido da "maioria silenciosa", do homem comum -- dos brancos, nem é preciso dizer -- que não gostavam das mudanças sociais que estavam acontecendo.

Era uma fórmula ganhadora. E a grande coisa é que a nova embalagem não exigiu mudanças no conteúdo do pacote -- na verdade, o Partido Republicano conseguiu  vencer eleições ainda que suas políticas tenham se tornado mais pró-plutocratas e favorecendo cada vez menos os trabalhadores americanos.

A estratégia final de John McCain, na reta decisiva, é baseada na crença de que a velha fórmula ainda funciona.

E assim vemos Sarah Palin expressando seu prazer em visitar as partes "pró-americanas" do país -- sim, somos todos traidores aqui na área central de Nova Jersey. Enquanto isso temos John McCain fazendo de Samuel J. Wurzelbacher, o João encanador -- que confrontou Barack Obama durante a campanha, alegando que o candidato democrata iria aumentar os impostos dele -- a peça central de seu ataque contra as propostas econômicas de Obama.
E quando ficou claro que havia alguns problemas com o novo ícone da direita, como o fato de que não tem licença de encanador ou a comparação que Joe fez de Obama com Sammy Davis Jr., os conservadores se fizeram de vítimas: viram só como essas elites odeiam o homem comum?
Mas o que está acontecendo de verdade com os encanadores de Ohio e com os americanos em geral?
Em primeiro lugar, não estão ganhando um monte de dinheiro. Talvez você se lembre que em um dos debates entre candidatos democratas o Charles Gibson, da rede ABC, sugeriu que o salário da classe média era de 200 mil dólares por ano. Mas diga isso a um encanador de Ohio: de acordo com estatística de maio de 2007 do Bureau de Trabalho, a renda média anual de "encanadores" em Ohio foi de 47.930 dólares.
Segundo, a renda real dos encanadores estagnou ou caiu, mesmo nos anos supostamente bons. O governo Bush nos garantiu que a economia estava bombando em 2007 -- mas a renda do encanador de Ohio em 2007 foi apenas 15,5% maior que em 2000, não suficiente para cobrir o aumento de 17,7% nos preços do Meio Oeste. E assim como a renda dos encanadores de Ohio caiu, a dos americanos em geral também: a renda média por domicílio, ajustada para considerar a inflação, era menor em 2007 do que em 2000.

Terceiro, encanadores de Ohio têm dificuldades para conseguir seguro de saúde, especialmente se eles trabalharem para firmas pequenas. De acordo com a Fundação Kaiser Family, em 2007 apenas 45% das companhias com menos de 10 empregados ofereceram benefícios de saúde, menos que os 57% de 2000.
E considerem que esses dados são de 2007 -- um dos melhores. Agora que o "boom do Bush" acabou, podemos ver que obteve um feito: pela primeira vez uma expansão econômica não conseguiu elevar a renda da maioria dos americanos acima do pico anterior.
Desde então, naturalmente, as coisas foram ladeira abaixo, com milhões de americanos perdendo seus empregos e suas casas. E todos os dados sugerem que as coisas vão ficar muito piores nos próximos anos.

O que isso diz sobre os candidatos? Quem realmente defende os encanadores de Ohio?
McCain diz que a política de Obama levaria a um desastre econômico. Mas as políticas do presidente Bush já levaram a um desastre -- e ainda que ele diga que não as políticas de McCain seriam essencialmente a continuidade das de Bush, além do fato de que ele tem as mesmas posições de Bush contra o governo e contra a regulamentação do mercado.

E quanto à acusação de João, o encanador, de que os americanos comuns teriam impostos mais altos em um governo de Obama? O fato é que Obama propõe aumentar impostos apenas para as duas faixas de renda mais altas -- com renda superior a 184.400 dólares por ano, já com deducões.
Talvez haja alguns encanadores em algum lugar que ganhem tanto e que perderiam com a modesta taxação de Obama sobre dividendos e ganhos de capital -- os Estados Unidos são um grande país e é possível que haja um encanador de alta renda que tenha ações na bolsa. Mas o encanador típico pagará menos, não mais, impostos em um governo de Obama, e teria muito mais chance de conseguir seguro de saúde [Obama tem um plano nacional nesse sentido].
Não pretendo dizer que todos ficariam melhor com o plano econômico de Obama. João, o encanador, com certeza sim; mas Richie, o gerente de um fundo de ações, vai perder.

Mas esse é exatamente o ponto. O Partido Republicano pode ser qualquer coisa hoje em dia, mas não é o partido dos trabalhadores americanos." 

20 de outubro de 2008

Leis da Grécia Antiga: Samos - Sacrifícios

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Lei da cidade de Samos, século III a.C., que trata da religião e determina as disposições sobre sacrifícios:
"Os legisladores (nomográphoi) sugeriram o seguinte quanto ao sacrifício no Helicônio; as pessoas que serão indicadas pelos magistrados de um khiliastýs como magistrados (epimeniói) responsáveis pela organização do sacrifício e pela reunião que se dá em Helicônio; se estiverem fora, a pessoa que tiver ficado assumirá a responsabilidade; e se alguns indivíduos aparecerem de boa vontade e convencerem os magistrados de sua khiliastýs, cada um deles deverá exercer a magistratura (epiménios); e se a pessoa eleita, ela ou seu suplente, não exercer a magistratura, os guardiães da lei (nomophýlakes) e os magistrados (epiménioi) que foram indicados ao mesmo tempo deverão cobrar duzentas dracmas."
Essa lei impunha o dever de realizar sacrifícios em indivíduos indicados pelo khiliastýs ou o representante no caso da ausência. Em Samos, o khiliastýs era uma subdivisão das duas tribos existentes.
(ARNAOUTOGLOU, Ilias. Leis da Grécia Antiga. São Paulo: Odysseus, 2003)

19 de outubro de 2008

Materialismo Histórico - 3ª Parte.

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A validade ou não do materialismo histórico enquanto concepção histórica só pode ser comprovada na prática, e nesse caso de âmbito acadêmico, com pesquisas que partindo de seus pressupostos, apresentem uma produção de qualidade, reconhecida inclusive pelos autores não-marxistas. Assim deve ser uma universidade: a diversidade de opiniões e a precaução contra o sectarismo e o dogmatismo. Simplesmente refutar uma concepção a partir de “pré-conceitos” ou de afirmações genéricas de impossibilidade da análise da realidade, não nos parecem atitudes saudáveis em um ambiente científico e acadêmico. Cito Eric Hobsbawm: " A ciência é um diálogo entre diferentes opiniões baseadas em um método comum. Apenas deixa de ser ciência quando não há método para decidir qual das opiniões em contenda está errada ou é menos frutífera. Infelizmente esse costuma ser o caso na história, mas de modo algum, apenas na história marxista. (4) A história marxista hoje, não é, nem pode ser, isolada do restante do pensamento e da pesquisa histórica. Esta é uma proposição bilateral. Por um lado, os marxistas não mais rejeitam – exceto como fonte de matéria-prima para seu trabalho – os escritos de historiadores que não afirmam ser marxistas, ou que de fato, são antimarxistas. Se constituem boa história, devem ser levados em conta. Isso, contudo, não nos impede de criticar e mover batalhas ideológicas até mesmo contra bons historiadores que atuam como ideólogos." (HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 184)
Clique aqui para ler a segunda parte. 

17 de outubro de 2008

O Patrimonialismo.

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"O patrimonialismo, organização política básica, fecha-se sobre si próprio com o estamento, de caráter marcadamente burocático.  Burocracia não no sentido moderno, como aparelhamento racional, mas da apropriação do cargo - o cargo carregado de poder próprio, articulado com o príncipe, sem a anulação  da esfera própria de competência."  
FAORO, Raymundo. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. São Paulo: Globo, 2001, p. 102. 

URCA não presta mais contas publicamente.

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Senhores e senhoras da Superior Administração da URCA , 
 
Coloquem a placa da obra que está sendo feita na URCA no campus do Pimenta.... Não tem prazo, valor, quem está realizando... 
 
Por que este segredo????  Assim, lembram os "Novos Tempos" !  
 
Ah, e não tem mais prestação de contas da PRODUN na internet não? O que houve? Se esqueceram ou mais uma coisa que mudou? Mais um abandono de programa?  
E a aplicação do Decreto N° 29.532, de 09 de julho de 2008, que dispõe sobre a acumulação remunerada de cargos, empregos, e funções públicas, no âmbito da administração pública estadual? Como é que anda? 
 

As 25 notícias mais censuradas.

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Peguei no site Viomundo . A Fonte é a Agência Bolivariana de Notícias.
"Caracas, 2 de outubro. ABN ─ O genocídio no Iraque, com 1,2 milhões de civis mortos pelas tropas estadunidenses desde que começou a invasão faz cinco anos é o tema que encabeça o ranking anual das 25 notícias mais ocultadas pela grande imprensa dos EEUU e do mundo em 2007/2008, segundo “Censored 2009”, o informe do Projeto Censurado da Universidad Sonoma State da Califórnia que publica todos os anos o editorial Seven Stories de Nova Iorque.
As matanças do Iraque se comparam com os piores genocídios do século passado, como Ruanda e Camboja.
Ademais das 25 histórias mais censuradas, o livro contém valiosos trabalhos acadêmicos sobre a situação atual do jornalismo, novas visões do cambiante mapa da grande concentração da propriedade midiática, análises de conteúdo sobre a manipulação da informação que aborda temas como o governo do Hamas em Gaza, a liberdade de expressão nos EEUU e no mundo e a atividade das organizações da sociedade civil que lutam pela democratização dos meios informativos, entre outros temas de interesse para o cidadão comum da nossa sociedade em qualquer país, não só para os especialistas.
O Projeto Censurado, dirigido pelo sociólogo Peter Phillips, pesquisa desde há 33 anos as 25 notícias mais relevantes que nunca foram postas a disposição do público pelos grandes meios de comunicação corporativos que hoje exercem o controle midiático mundial.
Ademais das 25 histórias “top”, o Projeto Censurado oferece este ano 14 menções honrosas a outros tantos temas que tampouco mereceram as honras da tinta e do papel ou as telas da televisão.
Phillips informou que no trabalho de investigação e seleção das 25 histórias “top” durante o ano os estudantes, acadêmicos e investigadores que trabalham no projeto analisaram várias centenas de “notícias censuradas” descobertas em meios independentes, sítios web, emissoras do interior, jornais sindicais, publicações estrangeiras, etc.
Portanto, o total de notícias censuradas nos EEUU vai muito além das 25 histórias “top” e das 14 menções honrosas anuais. Algumas histórias nomeadas “em concurso” e submetidas a revisão podem ser observadas (em inglês) na página http://www.projectcensored.org/articles/category/stories-under-review/A América Latina está presente em vários trabalhos. Por exemplo, os jornalistas Laura Carlsen, Stephen Lendman e Constance Fogal investigaram como o espaço econômico do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, que inclui EEUU, México e Canadá e é mais conhecido por NAFTA, sua sigla em inglês, está se convertendo em um espaço militarizado a cargo do Comando Norte estadunidense.
Outro trabalho explica como em El Salvador ressurgiu a tristemente célebre Escola das Américas, mas sob outro nome, e no mesmo país se criminalizou o protesto social com uma lei antiterrorista calcada no Patriot Act dos EEUU que castiga a quem participe de manifestações com até 60 anos de prisão.El Salvador também é o único país latino-americano que tem tropas no Iraque e como aliado fiel dos EEUU está desempenhando um importante rol no ressurgimento do velho militarismo que outra vez ameaça as democracias da região com novos projetos de guerra suja.
A nota “Ressurgem as guerras sujas dos EEUU na América Latina?”, escrita por Comunidade em Solidariedade com o Povo de El Salvador, Wes Enzinna e Benjamin Dangl, explica o funcionamento da Academia Internacional de Aplicação do Direito (ILEA, em inglês), que possui outra sede no Peru e ensina a torturar, a matar e demais matérias da Escola das Américas. A nota recorda que por volta de 2005, a ajuda militar dos EEUU para a América Latina aumentou 34 vezes com respeito a 2000 e ressalta que em 2008 foi posta de novo em serviço a IV Frota dos EEUU para atemorizar tanto aos países “descomprometidos” com o império, como Argentina, Brasil, Honduras, Paraguai e outros, e aos abertamente “dissidentes” ou desafiantes, como Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador e outros.
Outra notícia absolutamente desatendida pelos grandes meios continentais e estadunidenses é a possível nova mudança do mapa político da América Latina que pode dar-se em 2009 em favor das idéias progressistas. E o epicentro desta notícia não divulgada também seria El Salvador. Pela primeira vez desde os Acordos de Paz que em 1992 puseram fim à guerra civil de doze anos, a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) tem uma opção razoável de ganhar as eleições nacionais (a eleição parlamentar e municipal ocorrerá em 18 de janeiro de 2009, seguida pela eleição presidencial em 15 de março).
Nas últimas pesquisas de 2008, a FMLN ganha comodamente a maioria parlamentar em janeiro e em março elegeria folgadamente a Mauricio Funes, seu candidato à presidência. O grande perdedor será o partido direitista ARENA, que no poder perpetuou as mesmas políticas daninhas que em 1980 conduziram à guerra civil.Também toca à América Latina a nova legislação migratória para o “trabalhador hóspede”, relação laboral migratória que um senador do Harlem descreveu como “o mais parecido à escravidão”.
E surpreende uma investigação que situa a escravidão em seu nível mais alto em toda a história da humanidade, com 27 milhões de escravos que não só habitam no terceiro mundo como também nos países desenvolvidos.
Colômbia continua sendo o país com mais sindicalistas assassinados em todo o mundo, segundo um informe sobre a situação dos direitos laborais em todo o mundo. Outro tema do Projeto Censurado aborda a vacuidade da Declaração Universal dos Direitos Indígenas proclamada em setembro de 2007 pelas Nações Unidas e como três meses depois foi excluída em Bali uma delegação aborígene que foi expressamente convidada a participar do Convênio Base sobre a Mudança do Clima.
Este é um resumo de cada uma das 25 histórias mais censuradas expostas na mesma ordem do Projeto Censurado:
1) A ocupação dos EEUU mata mais de um milhão de iraquianos (por Michael Schwartz, Joshua Holland, Luke Baker, Maki al-Nazzal e Dahr Jamail)
A tropas estadunidenses mataram 1,2 milhões de civis iraquianos desde que começou a invasão há cinco anos, segundo o grupo britânico de investigação Opinion Research Business (ORB). Estas cifras fazem rivalizar a invasão e ocupação do Iraque com as grandes matanças do século passado, como o terrível balanço de até 900.000 seres humanos que se crê mortos no genocídio de Ruanda em 1994 e está se aproximando dos um milhão e setecentos mil mortos no Camboja sob o Khmer Vermelho, nos anos 70.
Cada dia saem à rua até cinco mil patrulhas que invadem 30 lares cada uma buscando presumidos 'insurretos' ou 'terroristas', a fim de interrogá-los, apresá-los ou, simplesmente, matá-los. Estas operações soem deixar um balanço de até 100 mortes por dia e causaram uma crise humanitária que deslocou 5 milhões de iraquianos.
2) EEUU, Canadá e México militarizam o NAFTA (por Laura Carlsen, Stephen Lendman e Constance Fogal)
O espaço econômico do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, que agrupa EEUU, Canadá e México se está convertendo num espaço militarizado controlado pelo Comando Norte estadunidense, “seguro para os negócios” e imune ao terrorismo, chamado Sociedade da Segurança e da Prosperidade (SPP, em inglês). As corporações transnacionais promotoras desta conjunção de aparência trinacional, mas verdadeiramente “supranacional”, são velhas conhecidas: General Electric, Ford Motors, General Motors, Wal-Mart, Lockheed-Martin, Merck, Chevron e outras mega companhias. A SPP, que aponta para a integração das três nações num só bloco político, econômico e de segurança sob o comando de Washington. A SPP não é uma lei, ou um tratado, nem sequer um acordo. E qualquer dessas coisas requereria a discussão e participação pública do Congresso.
3) O FBI oferece licença para matar (por Matthew Rothschild)
O governo estadunidense recruta negócios e indivíduos que se integram a InfraGard, uma importante peça na complexa estrutura de um panóptico industrial destinado a acolher à sociedade da vigilância que Washington constrói. Mais de 23.000 pequenos e médios empresários do comércio e da indústria estadunidense trabalham silenciosamente com o FBI e o departamento de Segurança da Pátria (DHS, em inglês) na coleta e abastecimento de informação sobre as amizades dos estadunidenses. Em recompensa, os membros de InfraGard, que é o nome deste grupo de rápido crescimento, têm licença de “atirar para matar” quando usem suas armas e, ademais, recebem advertências secretas sobre ameaças terroristas muito antes que o público e, ocasionalmente, antes que certos funcionários. A União das Liberdades Civis Americanas vê a InfraGard como os olhos e os ouvidos do FBI observando a milhões de clientes individuais.
4) ILEA: Ressurgem as guerras sujas dos EEUU na América Latina? (por Comunidade em Solidariedade com o Povo de El Salvador, Wes Enzinna e Benjamin Dangl)
A velha Escola das Américas reviveu em El Salvador como Academia Internacional de Aplicação do Direito (ILEA, em inglês), com uma base satélite no Perú e 16,5 milhões de dólares do orçamento federal de 2008 dos EEUU. A ILEA, com imunidade ante prováveis crimes contra a humanidade, treina anualmente em 'técnicas anti-terroristas' a 1.500 oficiais de polícia, juízes, fiscais e outros “funcionários da lei” da América Latina, enquanto o velho militarismo dos EEUU ameaçam de novo a paz e a democracia na região e aumenta a ajuda militar, que em 2005 cresceu 34 vezes com respeito a 2000, ao mesmo tempo que uma visível mudança de estratégia militar descentralizou os treinamentos secretos de militares e policiais latino-americanos que incluem torturas e técnicas de execução, junto com a reativação da IV Frota.
5) Apoderando-se dos bens dos manifestantes contra a guerra (por Michel Chossudovsky e Matthew Rothschild)
Bush assinou duas ordens executivas que facultam ao departamento do Tesouro apoderar-se dos bens de quem seja percebido como ameaça para as operações no Oriente Médio, inclusive de suas crianças. A primeira, 'Bloqueando as propriedades de pessoas que ameaçam os esforços de estabilização no Iraque', assinada em 17 de julho de 2007, autoriza o departamento da Fazenda, em consulta com o departamento de Estado e o Pentágono, a confiscar bens de cidadãos e organizações dos EEUU que 'direta ou indiretamente' ameacem as operações no Iraque. A segunda, 'Bloqueando a propriedade de pessoas que minam a soberania do Líbano, seus processos e instituições democráticas', de 1 de agosto, é quase idêntica mas mais severa. Sem o direito ao devido processo, a secretaria da Fazenda pode apoderar-se das propriedades de qualquer um que se oponha vagamente à agenda dos EEUU ou arbitrariamente se lhe atribua risco de violência.
6) Derrota da lei contra o “terrorismo doméstico de colheita própria” (por Jessica Lee, Lindsay Beyerstein e Matt Renner)
Uma boa notícia é que parece haver fracassado outra lei “anti-terrorismo doméstico”, esta vez contra cidadãos de ascendência árabe ou que professem a fé islâmica, setores opostos à globalização e também críticos da versão oficial do desmoronamento das Torres Gêmeas e do Edifício Nº 7 em 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque.
A legislação, que também é uma afronta às liberdades estadunidenses de expressão, ao uso livre da Internet, à privacidade e à livre associação, foi aprovada por 404 a 6 – quase por unanimidade – na Casa de Representantes, mas o Senado a deixou de lado, contrariando a seus dois principais promotores bipartidários: a congressista democrata pela Califórnia Jane Harman, chefa do Sub-comitê de Inteligência, Informação Compartilhada e Risco de Terrorismo, e o senador republicano por Connecticut Joseph Lieberman, presidente dos comitês de Segurança da Pátria e de Assuntos Governamentais. Todavia, Lieberman tratou censurar o popular YouTube, do Google.
7) Guest Workers Inc.: fraude e tráfico humano (por Mary Bauer, Sarah Reynolds, Felicia Mello e Chidanand Rajghatta)O sistema do “trabalhador convidado” que emigra para trabalhar nos EEUU contratado em seus países de origem resulta o mais parecido à escravidão do século 21, segundo o congressista democrata pelo Harlem Charles Rangel. O programa, que vitimiza os trabalhadores imigrantes mas foi elogiado e recomendado por Bush, é provável que sirva de base para futuras reformas da imigração. Por exemplo, 600 trabalhadores trazidos enganados da Índia e amontoados em trailers de uma companhia de navegação do Mississippi para trabalhar como escravos do século 21 em estaleiros e embarcações, pagaram gastos de viagem, as prometidas “tarjetas verdes” e um suposto visto de residência permanente vendendo suas casas, automóveis e jóias de família, ademais de pedir emprestado, mas nos EEUU se encontraram com um visto de trabalho por 10 meses e condições de vida e trabalho semelhantes à escravidão.
8) As ordens presidenciais podem ser mudadas em segredo (por Sheldon Whitehouse [Senador dos EEUU] e Marcy Wheeler)
O senador Sheldon Whitehouse, democrata por Rhode Island e membro do Comitê de Inteligência do Senado, informou haver desclassificado três documentos jurídicos do Escritório de Conselhos Legais (OLC, em inglês) do ministério da Justiça que revelam que o Presidente Bush governa com Órdens Executivas secretas que têm preeminência sobre o Congresso, o Poder Judiciário, o ministério da Justiça e todo o sistema jurídico estadunidense. Marcy Wheeler, do The Guardian, de Londres, disse que “as políticas dos EEUU sobre tortura – e as opiniões duvidosas em que se baseiam essas políticas – deveriam ter sido expostas cinco anos antes. Mas por uma certa razão não foi assim. Não temos nenhuma maneira de saber a que nos ater, nesse mundo arbitrário onde o Presidente pode ignorar suss próprias Ordens Executivas”. Parece que Bush governa ao estilo do imperador Calígula.
9) Testemunhos de veteranos do Iraque e do Afeganistão (por Aaron Glantz, Aimee Allison, Esther Manilla, Chris Hedges, Laila Al-Arian e Soldado de Inverno)
Os veteranos do Iraque e do Afeganistão descreveram o impacto brutal das ocupações nesses dois países na revista The Nation, de julho de 2007, e nas jornadas do Soldado de Inverno (Winter Soldier), de Silver Springs, Maryland, em dois dias de março de 2008, com a participação de Veteranos do Iraque Contra a Guerra e mais de 300 ex-militares estadunidenses. As rádios KPFA e Pacífica difundiram estas audiências ao vivo, com testemunhos dos soldados sobre atrocidades horripilantes presenciadas ou protagonizadas diretamente por eles mesmos, revelando de passagem como um problema estrutural criou um ambiente de anarquia criminosa nas tropas dos EEUU. Especialistas asseguram que as declarações dos veteranos permitiriam investigar violações potenciais do direito internacional de funcionários da administração Bush e do Pentágono.
10) Psicólogos cúmplices de tortura da CIA (por Mark Benjamin, Katherine Eban e Democracy Now!)
Quando o jornalismo denunciou em 2005 que havia psicólogos trabalhando com militares dos EEUU e da CIA para desenvolver métodos brutais de interrogatório, os líderes da Associação de Psicólogos Americanos (APA) montaram um grupo de trabalho para examinar a questão. Após dois dias de deliberações, concluíram que trabalhando com os militares os psicólogos desempenhavam 'um papel valioso e ético'. Os psicólogos James Elmer Mitchell, pertencente de frente à CIA, e seu colega Bruce Jessen, desenharam o programa de treinamento militar secreto “Sobrevivência, Evasão, Resistência e Fuga (SERE)”, que prepara os soldados para suportar o possível cativeiro inimigo. De maneira “quase-científica”, segundo psicólogos e outros conhecedores diretos de suas atividades, Mitchell e Jessen desenharam a reengenharia das táticas aplicadas aos aprendizes do SERE para usá-las contra detidos na guerra global ao terrorismo.
11) El Salvador: Privatização da água e Guerra Global ao Terrorismo (Jason Wallach, Wes Enzinna, Chris Damon e Jacob Wheeler)
Em El Salvador se criminaliza o protesto social desde que a polícia prendeu 14 líderes e residentes de uma comunidade que em julho de 2007 reclamou contra a privatização do abastecimento e distribuição da água, o aumento do preço e a diminuição do acesso e a qualidade do recurso. Desde outubro de 2006 opera uma lei anti-terrorista que criminaliza protestos como o da água, suscetíveis de longas condenações em presídio, ainda que os salvadorenhos continuam lutando para que a água seja um direito e não um crime, enquanto seu presidente Elías Saca fez do país um aliado fiel dos EEUU na militarização de sua agenda neoliberal para a América Latina. El Salvador continua sendo a única nação latino-americana com tropas no Iraque, foi o primeiro a assinar o CAFTA, em copiar a Lei Patriótica e alberga a controvertida Academia Internacional da Aplicação da Lei (ILEA).
12) Chegados a Bush se aproveitam da educação (por Mandevilla, de Diatribune e Daily Kos)
Hasta Neil Bush, irmão mais novo do presidente dos EEUU, ordenha a vaca dos fundos públicos estaduais destinados ao sistema escolar estadunidense que diz converter as crianças em cidadãos honestos, laboriosos e competitivos. O segredo é converter-se em provedor SES, Serviço de Educação Suplementar, e vender tais “serviços suplementares” ao sistema escolar do estado, distrito por distrito. O sistema criou uma parafernália de controles que “ajudam” diagnosticando as falhas do sistema escolar e – óbvio!– os estados devem pagar por esse diagnóstico. Um negócio redondo, ainda que o remédio seja pior que a doença e locuplete certos bolsos. Esta obra mestra da estafa escolar é possível porque “o assessor em educação do presidente” e amigo íntimo da família Bush, um tal Sandy Kress, aproveitador sem profissão conhecida, inventou uma instituição chamada Não Deixemos as Crianças para Trás (No Child Left Behind, NCLB), que serve precisamente para fazer o contrário.
13) Pesquisando bilhões de dólares perdidos no Iraque(por Donald Barlett, James Steele e Matt Taibbi)
É incrível que ademais de crimes e matanças de civis, militares, contratistas de Blackwater, de Halliburton e qualquer um que chegue ao Iraque vindo dos EEUU se tenha dedicado também a roubar. Desde abril de 2003, um mês depois da invasão, e durante mais de um ano, a Reserva Federal dos EEUU enviou 12 bilhões de dólares para “a reconstrução” do Iraque à Autoridade Provisória da Coalizão (leia-se governador Paul Bremer III), mas uns 9 bilhões desapareceram por completo devido a um inexplicável descuido. O jornalista Matt Taibbi, da revista Rolling Stone, escreveu: 'O que a administração Bush criou no Iraque é uma espécie de paraíso do capitalismo pervertido, onde os créditos são extraídos forçadamente do cliente pelo Estado e os obscenos lucros não são repartidos pelo mercado senão que por uma burocracia governamental não controlável'.
14) EEUU é uma grande lixeira nuclear (por Diane D’Arrigo e Sunny Lewis)
A energia atômica e as fábricas de armas nucleares fazem dos EEUU uma grande lixeira nuclear, sem controle ambiental nem do ministério da Energia (DOE, em inglês). O material radiativo se guarda em aterros, se recicla e se revende para usá-lo em concreto de edifícios, equipamentos, asfalto, produtos químicos, solos, etc., também em recipientes inadequados e sem preparação, negócios comerciais e áreas de recreação. Sob o atual sistema, o DOE fornece diretamente os materiais, os vendem em subpastas ou os entregam em intercâmbios, ou envia os materiais a processadores que podem utilizá-los sem atender a controles radiativos. Cada vez é mais freqüente a reciclagem destes materiais para sua reutilização na produção de artigos domésticos de uso diário e efeitos pessoais, tais como fecho ecler, joguetes, móveis, automóveis, construção de caminhos, escolas e enchimento de pátios.
15) Escravidão mundial (por David Batstone e E. Benjamin Skinner)
Ainda que os grandes meios só prestam atenção a certas formas de escravidão do comércio sexual, o certo é que hoje no mundo existem 27 milhões de escravos; mais que em qualquer outro momento da história humana. A globalização, a pobreza, a violência e a avareza facilitam o crescimento da escravidão, não só no terceiro mundo, senão que também nos países desenvolvidos. Atrás da fachada de qualquer grande urbe ou cidade importante do planeta, hoje é provável encontrar um comércio próspero em seres humanos. 800.000 pessoas anuais são objeto de tráfico através das fronteiras e até 17.500 novas vítimas atravessam a cada ano para os EEUU, segundo o ministério da Justiça (DOJ). Mais de 30.000 escravos adicionais passam pelos EEUU enquanto são transportados a outros destinos internacionais. Os advogados do DOJ processaram 91 casos de comércio de escravos em cidades de quase todos os 50 estados dos EEUU.
16) Informe anual sobre direitos sindicais (pela Confederação Sindical Internacional)
A Colômbia continua sendo o país com mais sindicalistas assassinados no mundo, segundo o Informe Anual de Violações de Direitos Sindicais publicado pela Confederação Sindical Internacional (ITUC, em inglês). A edição 2007 do informe que cobre 138 países em 2006, demonstra um aumento alarmante das pessoas assassinadas em conseqüência de suas atividades sindicais, de 115 registradas em 2005 a 144 em 2006. Seqüestraram ou “desapareceram” a muitos mais sindicalistas ao redor do mundo, ao mesmo tempo em que milhares foram presos durante o ano por sua participação em ações de greve e protestos, enquanto outros milhares foram despedidos em vingança por ter se organizado. Também cresceu a quantidade de ativistas sindicais da África, das Américas, da Europa, da Ásia e do Pacífico, vítimas da brutalidade das polícias e assassinados por ser vistos como opositores dos governos favoráveis às corporações.
17) ONU: Vacuidade da Declaração dos Direitos Indígenas (por Haider Rizvi, Brenda Norrell e Tom Griffiths)
Três meses depois que a ONU aprovara em setembro de 2007 a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, os aborígenes ao redor do mundo protestaram por sua exclusão em Bali do Convênio Base da sobre Mudança Climática (UNFCCC, em inglê), em que pese a que foram convidados a participar. A Declaração Universal da ONU chamou a reconhecer os direitos à autodeterminação e ao controle sobre as terras e recursos de 370 milhões de indígenas, depois de 22 anos de negociações que envolveram os Estados membros, grupos internacionais da sociedade civil e representantes das comunidades aborígenes do mundo. Somente EEUU, Canadá, Austrália e Nova Zelândia votaram contra, alegando que a autodeterminação e o controle indígena sobre terras e recursos naturais obstaculizariam o desenvolvimento econômico e minaria o 'estabelecimento de normas democráticas'.
18) Crueldade e morte nas prisões juvenis dos EEUU (por Holbrook Mohr)
Uma horrorosa realidade vivem os jovens dos centros correcionais dos EEUU, onde padecem de abusos sexuais e físicos e inclusive morrem. O departamento de Justiça (DOJ), que carece de poder para fechar instalações, entabulou pleitos contra centros para jovens delinqüentes de onze estados por supervisão abusiva ou negligência daninha, entendendo que um julgamento pode conduzir os estados a melhorar seus centros de detenção, muitas vezes operados por contratistas privados, e a proteger assim os direitos civis da juventude encarcerada. A carência de supervisão e os padrões aceitos sobre abusos tornam difícil saber quantos jovens foram assaltados ou vítimas de negligência. A Associated Press estabeleceu que houve 13.000 demandas por abusos em centros juvenis através do país entre 2004 e 2007, quase um terço do total de detentos, que eram de cerca de 46.000 em 2007, quando se fez a indagação.
19) Criadores indígenas e pequenos granjeiros lutam contra a extinção do gado (pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento e o Intercâmbio Sustentável e por Representantes de pastores, povos indígenas e pequenos camponeses)
O modelo industrial de produção de gado causa a destruição mundial da diversidade animal. Pelo menos uma cria de gado indígena morre a cada mês como resultado do excesso de confiança nas castas seletas importadas dos Estados Unidos e da Europa, segundo o estudo 'O estado dos recursos genéticos do mundo animal' da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Desde que em 1999 começou a investigação para o informe, se identificaram duas mil castas locais em risco. Organizações e ONG de 26 países estimam que este sistema industrial de criação e produção de gado ameaça o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar global. Sem embargo, o Plano de Ação Global da mesma FAO eludiu esta realidade.
20) Novo recorde em prisões por maconha (por Bruce Mirken e Paul Armentano)
A cada ano aumentam nos EEUU as prisões por posse de maconha. Pelo quarto ano consecutivo, as detenções marcaram um recorde, segundo o Informe do Crime Uniforme do FBI para 2006. As apreensões somaram 829.627, com um aumento de 43.000 pessoas com respeito aos 786.545 detidos de 2005. A taxa atual de apreensões significa que a cada 38 segundos resulta detido um fumador de maconha que se incorpora a uma população cativa que corresponde a quase 44% de todas as detenções por droga nos Estados Unidos. Na última década, mais de 8 milhões de estadunidenses foram presos sob acusações relacionadas com a maconha, enquanto declinam as detenções por cocaína e heroína, segundo Allen St. Pierre, diretor executivo da Organização Nacional pela Reforma das Leis sobre a Maconha (NORML, em inglês). O número de presos aumentou mais de 5,4% em 2006 com respeito a 2005.
21) OTAN planeja “o primeiro golpe nuclear” (por Ian Traynor, The Guardian)
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) considera viável um primeiro golpe nuclear a ser utilizado em qualquer lugar do mundo em que possa surgir uma ameaça. Os detalhes de implementação da idéia aparecem numa espécie de manual para um golpe de estado planetário de 150 páginas, concebido pelas mentes de ex-chefes das forças armadas dos EEUU, da Grã Bretanha, da Alemanha, da França e dos Países Baixos.
Os ex-chefes militares advertem sobre as seguintes ameaças dominantes:- Fanatismo político e fundamentalismo religioso- O 'lado escuro' da globalização significa terrorismo internacional, crime organizado e disseminação de armas de destruição total- Mudança climática e insegurança energética exigem uma competição pelos recursos e uma potencial migração 'ambiental' a escala total- O debilitamento do estado-nação, assim como de organizações tais como a ONU, a OTAN e a UE.
22) CARE rechaça ajuda alimentar dos EEUU (por Ellen Massey e Revolution Cooperative)
Como no refrão “Melhor que não me ajude compadre!”, CARE, a maior e mais conhecida organização de caridade dos EEUU, concluiu que a forma como o país do norte encara a ajuda alimentar em vez de combater estruturalmente a fome no mundo, a solidifica e eterniza, porque o principal interesse de sua “ajuda” é converter em dinheiro efetivo os excedentes agrícolas estadunidenses que foram produzidos por una agricultura já subsidiada pelos contribuintes e que, de passagem, distorce o mercado alimentar mundial. A CARE anunciou em agosto de 2007 que recusava receber 45 milhões de dólares ao ano em ajuda alimentar do governo dos Estados Unidos por estimar que as condições impostas para sua distribuição não aliviam a fome. Os EEUU destinam 2 bilhões de dólares anuais de assistência alimentar para populações que sofrem fome crônica, mas exigem que as colheitas sejam compradas nos EEUU.
23) O público consome remédios que não necessita (por Shreema Mehta)
A publicidade enganosa das companhias farmacêuticas fabrica necessidades, ocultando seguidamente do público os efeitos secundários de certos medicamentos. As companhias dos EEUU devem submeter sua publicidade à Administração de Drogas e Alimentos (FDA, na sua sigla em inglês), mas a agência não a revisa antes que se torne pública. Um informe do Escritório de Responsabilidade do Governo (GAO, em inglês) de novembro de 2006 encontrou que só se revisa uma pequena porção de bulas e nem sempre com os mesmos critérios. Alegando falta de fundos para um controle eficaz, a FDA pediu que uma reforma da Lei de Honorários na Prescrição de Drogas ao Usuário (PDUFA, em inglês) endosse à indústria farmacêutica o pagamento dos gastos de revisão que deveria efetuar a agência antes que os anúncios se tornem públicos. Ainda que equivale a por os ratões a vigiar o queijo, já é uma realidade desde que Bush renovou a PDUFA.
24) Japão duvida da versão oficial do 11/9 e não quer mais guerra (por Benjamín Fulford)
O parlamentar Yukihisa Fujita desafiou a validez da guerra ao terrorismo dos EEUU e pediu que o Japão se retire do Afeganistão durante uma sessão da Câmara Alta que em janeiro de 2008 debateu a renovação da lei antiterrorista que faculta o apoio logístico japonês às tropas da coalizão. A transmissão do debate permitiu que os japoneses conhecessem pela primeira vez um questionamento frontal da versão oficial da tragédia de Nova Iorque de 2001. O jornalista Benjamin Fulford disse que o parlamentar do Japão, que é um país aliado dos EEUU, mostrou através da TV nacional evidência de grande alcance de que o governo dos EEUU assassinou a 3.000 de seus próprios cidadãos, assim como a 24 pessoas do Japão e a gente de muitas outras nações. Mas Fulford não pode levar Fujita a uma roda de imprensa no Clube dos Correspondentes Estrangeiros do Japão porque seus próprios colegas estadunidenses não o permitiram.
25) Por que destruíram o governador de NY Eliot Spitzer? (por F. William Engdahl)
Quando uma proeminente figura pública resulta destruída de uma maneira tão espetacular como a exposição ao escárnio público do ex-governador democrata do estado de Nova Iorque, o jornalista F. Guillermo Engdall recomenda perguntar-se quem se beneficia e por que quereria eliminar essa pessoa, sobretudo porque um vulgar encontro com uma prostituta de luxo pouco tem a ver com os padrões morais da administração Bush com respeito aos altos servidores públicos. Eliot Spitzer foi o alvo provável de uma operação da Casa Branca e de Wall Street para silenciar um crítico perigoso e loquaz da condução da chamada “crise subprime” do mercado financeiro. Spitzer culpou de frente à administração Bush de favorecer os prestamistas rapazes ante o Subcomitê de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes, em entrevistas pela NBC TV e num editorial do Washington Post que apareceu no dia anterior ao escândalo."