30 de setembro de 2009

A luta contra as taxas na URCA.

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Aos meus amigos do Blog informo que a luta contra o abuso das taxas continua.
Por meio do Memorando n° 07/2009, solicitei ao Magnífico Reitor da Universidade Regional do Cariri, Prof. Plácido Cidade Nuvens, a suspensão da cobrança de taxa de inscrição aos bolsistas de iniciação científica para o XII Encontro de Iniciação Científica da URCA.
Informo a vocês o número do protocolo no SPU - Sistema de Protocolo Único SEPLAG, para que todos possam acompanhar o andamento do processo: NUM. 09441153 0, que pode ser consultado no site da SEPLAG.

Notícias de uma semana.

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Cidade de Fatagogo, Samoa Americana (Foto: AP)
Enquanto vamos levando nossas vidas com suas graças, surpresas e problemas cotidianos, assistimos a eventos que nos surpreendem, ou nos chocam, ou aos quais somos indiferentes. Enquanto o presidente Zelaya está lá em seu país, Honduras, sitiado na embaixada brasileira, vem um tsunami e arrasa com Samoa, um pequeno país bem longe daqui. Nessa hora nenhum líder religioso aparece para explicar o problema. Onde estão o Dalai-Lama, o Bento XVI e outros líderes e chefes de igrejas e religiões? Por que não apresentam os motivos desse suposto desígnio divino?
Enquanto isso, nos últimos 18 meses, 24 funcionários da France Telecom cometeram suicídio. Os franceses estão indignados com a pressão que ocorre na empresa telefônica de lá, onde o governo tem cerca de 28% das ações.
E no Brasil a violência cresce a cada dia e assusta cada vez mais a chamada "classe média". Enquanto a gripe suína sumiu da pauta da imprensa. Acho que o William Bonner decidiu "dar um tempo" nesse assunto.

A URCA decidiu cobrar taxa de estudantes.

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Infelizmente a Universidade Regional do Cariri - URCA - decidiu cobrar uma taxa dos estudantes. É por ocasião do Encontro de Iniciação Científica.
Aos poucos, mas fiéis leitores deste Blog, eu comunico que encaminhei um memorando ontem, dia 29 de setembro, ao Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da URCA, em que solicitei a suspensão da cobrança aos bolsistas de Iniciação Científica.
Esses bolsistas são obrigados a inscreverem-se para o Encontro de IC. Sendo assim como alguém pode ter que pagar para ser avaliado? Esse foi a questão central que coloquei ao senhor pró-reitor. Expliquei que nos encontros, as inscrições opcionais podem até ser cobradas, mas os que são bolsistas não podem ser cobrados monetariamente para que sejam avaliados.
Se os bolsistas não se inscreverem podem ser punidos com a perda das bolsas. Mas para inscreverem-se, tem que pagar? Já pensou se fosse assim para tirar título de eleitor ou no alistamento militar?
Solicitei que essa cobrança indevida não seja efetuada. Encaminhei cópia do memorando ao Magnífico Reitor.
Sobre os opcionais, aí fica a critério da política da PRPGP, se vai cobrar taxa ou não.
Outras pessoas começaram a se manifestar contra esse abuso. Vamos ver se isso pode ser revertido.
Deixo a mensagem de István Mészáros:
"Pois nenhum resultado duradouro pode ser construído sobre a capitulação. Como os anais da história social, política e militar provam abundantemente, a capitulação jamais pode ser a base do desenvolvimento histórico sustentável."

25 de setembro de 2009

"Uma oposição sem lastro"

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Por Mauro Santayana

"Talvez, em seu natural entusiasmo pelos êxitos nacionais, o presidente Lula credite ao governo muito do que se deve ao povo brasileiro. Ao contrário daqueles que a desdenham, a nossa gente tem sido muito melhor do que a sua sofrida história, feita sob a opressão de elites, nacionais e estrangeiras, insensíveis, hedonistas, e, em alguns momentos, cruéis. A oposição deveria reconhecer que a presença de um trabalhador na chefia do Estado estimulou a esperança e, com ela, os esforços dos que sempre estiveram “do outro lado da estrada de ferro”, para lembrar a expressão norte-americana.

O discurso do presidente, ontem, na Assembleia Geral das Nações Unidas, foi pragmático e sóbrio, mas com a pontuação do orgulho que os fatos permitem. Não tivemos, no atual governo, gênios harvardianos, como os houve, para nosso desengano, em passado recente. Provavelmente por estar munido mais de dúvida do que de certezas, pôde o governo confrontar-se com as crises políticas e econômicas, e manter o país produzindo. Não obstante os êxitos administrativos, ainda persistem, na equipe econômica, resíduos do pensamento neoliberal. Só assim, podemos entender a decisão de ampliar, de 12,5% a 20%, a participação estrangeira no capital do Banco do Brasil, de acordo com o noticiário. Trata-se de um dos mais importantes instrumentos da política macroeconômica do Estado, como se tornou claro na crise recente. É óbvio que, quanto maior for a participação estrangeira no banco – mesmo sem direito a voto – menor será a margem de liberdade do governo. Se o presidente meditar o assunto, naturalmente reverá sua posição, se já a tomou. Lula tem combatido a abertura do capital da Petrobras aos estrangeiros, e com razão.

É provável que o governo tenha incorrido mais em erros políticos internos do que administrativos, na condução da sociedade. O presidente, por exemplo, não conseguiu superar o afeto pessoal por alguns de seus companheiros, em momentos de algumas escolhas republicanas. Voltando ao dia de ontem e a Nova York, seu discurso foi também corajoso, ao reafirmar a responsabilidade do Estado na orientação da economia, e debitar à falida ditadura do mercado os riscos que a comunidade internacional correu – e ainda corre – em decorrência da excessiva liberdade concedida aos operadores financeiros. O presidente está em seus melhores dias, diante do reconhecimento internacional do desempenho brasileiro, e dos resultados econômicos da opção pela distribuição de parcela da renda tributária aos mais pobres. Os números do Pnad e outros indicadores lhe dão razão.

Não há nada, no entanto, que favoreça mais o presidente Lula do que a oposição que as circunstâncias lhe arranjaram. Ela se agita, no Parlamento, e fora dele, como diminutas mariposas na teia da aranha. Ainda nestas horas, é bom exercício intelectual assistir à tentativa de tachar a atitude brasileira, no caso de Honduras, como irresponsável – quando o mundo inteiro a reconhece necessária e correta. O alvo maior é o Itamaraty. Alguns diplomatas já retirados da carrière, de notória vinculação com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, orquestram seus ataques à equipe responsável pela política externa, falando dos riscos que o Brasil assumiu em Honduras, ao conceder refúgio ao presidente Manuel Zelaya. Ora, a vida de cada um de nós é sucessão permanente de riscos, e a vida dos Estados, uma instituição humana, não é diferente. Que diriam esses senhores se houvéssemos fechado os portões da embaixada e – o que era provável nas circunstâncias de Tegucigalpa – o presidente deposto tombasse assassinado na soleira do edifício, na fronteira do espaço conferido à soberania brasileira pelas regras diplomáticas internacionais? Não se preocupem: diriam que o Itamaraty fora irresponsável, ao não conceder o refúgio.

Quando Juscelino escolheu Israel Pinheiro para dirigir a companhia construtora de Brasília, os jornais da oposição disseram que o presidente fora leviano, ao nomear um “advogado” para a tarefa. Alguém sugeriu a Israel que revelasse sua condição de engenheiro. Astuto conhecedor da política, respondeu que não o faria. “Se eu disser que sou engenheiro, vão encontrar outro pretexto contra meu nome”.

O presidente deve agradecer também ao tartamudeio da oposição, dotada mais de preconceituosa arrogância do que de inteligência política, parte dos altos índices de popularidade interna e do respeito externo. O país merece melhor oposição."

Fonte: Conversa Afiada.

22 de setembro de 2009

A velha e a nova escravidão.

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A Agência de Notícias Repórter Brasil fez um quadro comparativo entre a velha e a nova escravidão. O Brasil como último país do mundo a abolir a escravidão, ainda tem nos dias atuais, milhares de pessoas vivendo sob a "nova escravidão". Mas o que seria essa nova forma de escravizar? Vamos ao texto da agência.

"A assinatura da lei Áurea, em 13 de maio de 1888, decretou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sob outra, porém o trabalho semelhante ao escravo se manteve de outra maneira. A forma mais encontrada no país é a da servidão, ou ‘peonagem', por dívida. Nela, a pessoa empenha sua própria capacidade de trabalho ou a de pessoas sob sua responsabilidade (esposa, filhos, pais) para saldar uma conta. E isso acontece sem que o valor do serviço executado seja aplicado no abatimento da conta de forma razoável ou que a duração e a natureza do serviço estejam claramente definidas.

A nova escravidão é mais vantajosa para os empresários que a da época do Brasil Colônia e do Império, pelo menos do ponto de vista financeiro e operacional. O sociólogo norte-americano Kevin Bales, considerado um dos maiores especialistas no tema, traça em seu livro "Disposable People: New Slavery in the Global Economy" (Gente Descartável: A Nova Escravidão na Economia Mundial) paralelos entre esses dois sistemas que foram aqui adaptados pela Repórter Brasil para a realidade brasileira.

brasil

antiga escravidão

nova escravidão

propriedade legal

permitida

proibida

custo de aquisição de mão-de-obra

alto. a riqueza de uma pessoa podia ser medida pela quantidade de escravos

muito baixo. não há compra e, muitas vezes, gasta-se apenas o transporte

lucros

baixos. havia custos com a manutenção dos escravos

altos. se alguém fica doente pode ser mandado embora, sem nenhum direito

mão-de-obra

escassa. dependia de tráfico negreiro, prisão de índios ou reprodução. bales afirma que, em 1850, um escravo era vendido por uma quantia equivalente a r$ 120 mil

descartável. um grande contingente de trabalhadores desempregados. um homem foi levado por um gato por r$ 150,00 em eldorado dos carajás, sul do Pará

relacionamento

longo período. a vida inteira do escravo e até de seus descendentes

curto período. terminado o serviço, não é mais necessário prover o sustento

diferenças étnicas

relevantes para a escravização

pouco relevantes. qualquer pessoa pobre e miserável são os que se tornam escravos, independente da cor da pele

manutenção da ordem

ameaças, violência psicológica, coerção física, punições exemplares e até assassinatos

ameaças, violência psicológica, coerção física, punições exemplares e até assassinatos

Observação: As diferenças étnicas não são mais fundamentais para escolher a mão-de-obra. A seleção se dá pela capacidade da força física de trabalho e não pela cor. Qualquer pessoa miserável moradora nas regiões de grande incidência de aliciamento para a escravidão pode cair na rede da escravidão. Contudo, apesar de não haver um levantamento estatístico sobre isso, há uma grande incidência de afrodescendentes entre os libertados da escravidão de acordo com integrantes dos grupos móveis de fiscalização, em uma proporção maior do que a que ocorre no restante da população brasileira. O histórico de desigualdade da população negra não se alterou substancialmente após a assinatura da Lei Áurea, em maio de 1888. Apesar da escravidão ter se tornado oficialmente ilegal, o Estado e a sociedade não garantiram condições para os libertos poderem efetivar sua cidadania. Por fim, as estatísticas oficiais mostram que há mais negros pobres do que brancos pobres no Brasil. Outro fator a ser considerado é que o Maranhão, estado com maior quantidade de trabalhadores libertos da escravidão, é também a unidade da federação com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a que possui a maior quantidade de comunidades quilombolas."

Para visitar o site da Agência Repórter Brasil, clique aqui.

20 de setembro de 2009

Juventude e mudança? Breve comentário.

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Comentário pessimista de fim de semana...
Por que alguns jovens que são pobres são tão reacionários? É só a exclusão, é alienação ou é uma opção política mesmo? Outros são tão indiferentes e "blasés", mas moram mal, não tem oportunidades e só oferecem a ironia. Triste começo: jovem e reacionário...
Para aumentar a ferida: alguns são estudantes de História. Que pena.
E outros pensam que são comunistas mas não são solidários nem às próprias mães, só blá-blá-blá. Aí já é desrespeito à memória dos verdadeiros comunistas.
Sorte que nada que é ruim perdura. As coisas mudam e muitos jovens se levantam e questionam o que há de pior nesse mundo.
A eles a minha saudação.

18 de setembro de 2009

Velox.

Um comentário:
Quem tem o desprazer de ser assinante do Velox sabe que ele te deixa na mão e não te avisa. Desde domingo, 13/09, não consigo conectar-me pelo serviço deles (Oi =Telemar = Velox).
Esperei até quarta-feira (15/09) para ligar para o serviço de atendimento. Depois de um tempão, a atendente disse que não era possível consertar naquele momento, mas que a equipe de suporte avançado iria me ligar em 24 horas no máximo para providenciar o atendimento.
Bem, já são 48 horas da promessa não cumprida. E sete dias sem o "velox". Estou usando a velha conexão dial-up. E no terceiro mundo é assim. Te enrolam dizendo que vão te ligar. E na próxima conta, será que virá a cobrança integral? Será? rsrsrs. Estamos no terceiro mundo!!!

15 de setembro de 2009

O jeitinho de informar.

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Repare nessas manchetes do jornal "A Folha de São Paulo". Em 1o de junho o "Brasil está em recessão". Em 12 de setembro, o Brasil saiu da recessão, mas reparem o destaque dado pelo jornal.
Comentário do jornalista Eduardo Guimarães: "Contudo, não é só o destaque das notícias em manchetes que trabalha no sentido de impactar mais com a má notícia para o país do que com a boa. A construção, a engenharia das manchetes também atua no mesmo sentido, pois uma manchete é clara e de fácil assimilação, ao passo que a outra requer raciocínio para ser entendida. Vejamos essas "construções".
Manchete pessimista: "Brasil está em recessão"
Manchete otimista: "Consumo das famílias e indústria em alta tiram país da recessão"
Por que não "Brasil saiu da recessão"? Por que uma notícia que interessa à vida pessoal de cada brasileiro perde em importância para uma notícia policial que diz pouco, pois relata processo em curso sem desfecho definido?"
E o mais interessante, reparem que a Folha de São Paulo, tão preocupada com o suposto grampo no STF, das conversas de Gilmar Mendes e Demóstenes Torres (o grampo em que nunca encontraram áudio algum), tão preocupada com os direitos de Daniel Dantas, tão zelosa na apuração de denúncias e no bom andamento da justiça, segundo seu discurso, noticia uma operação da Polícia Federal contra empreiteiras, antes da ação ocorrer.Que grande auxílio às empreiteiras suspeitas. Esse é o exemplo de isenção jornalística? Essa é a objetividade?

13 de setembro de 2009

Hugo Chavez luta conta a hegemonia ianque.

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Do Portal Vermelho "Após a conclusão desta longa viagem (por países da África, Oriente Médio, Ásia e Europa), são muitas as consistentes e valiosas reflexões que dela resultaram e que precisamos aprofundar. Volto à Venezuela mais convencido de que é perfeitamente possível, além de necessário, derrubar a hegemonia política, econômica, cultural e militar que o império ianque pretende impor ao mundo." Por Hugo Chávez, em Cuba Debate "Noam Chomsky não está errado ao propor radicalmente o grande dilema do nosso tempo: hegemonia ou sobrevivência. Se não derrubarmos a hegemonia imperial, o mundo irá à barbárie. Não podemos continuar reproduzindo cegamente a lógica miserável que atenta contra a ordem ecológica e as condições mínimas de vida em sociedade: uma lógica que nos arrebata o futuro e pulveriza nossas identidades. É a lógica capitalista, imperial. Somos obrigados a transitar por outros caminhos, sem renunciar aos particulares processos de cada povo. Diante de tantos propósitos e ciladas que pretendem nos desviar do caminho, temos de criar novas formas de unidade e, simultaneamente, promover as nossas próprias estratégias de resistência. Resistência e capacidade para poder converter o destino em consciência, para citar o escritor francês André Malraux. Por esta razão, a Venezuela segue e seguirá lutando - com a mesma consciência de sempre – pela criação de um mundo multipolar. No entanto, o mundo multipolar que queremos nós está na curva da esquina. Esta viagem permitiu-me ver o panorama de forma mais clara. Quero retomar o que eu disse na Universidade Russa da Amizade dos Povos, em Moscou: hoje podemos dizer que o mundo não é mais unipolar. Porém, nem se reproduziu uma fase bipolar, nem há indícios concretas na marcha até a formação de quatro ou cinco grandes centros de poder mundial. É evidente, por exemplo, que a estruturação de Nossa América como um bloco único político não é vista no horizonte imediato: não será realiade a curto prazo. O mesmo acontece na África, Ásia e Europa. O que começou a se tornar visível é um corpo crescente de núcleos geopolíticos sobre o mapa de um mundo ao qual já poderíamos chamar de Novo Mundo. Este é um mundo multinuclear como uma transição para multipolaridade. A aceleração dessa transição à multipolaridade dependerá da clareza, vontade e decisão política que se desprenda dos países-núcleo. As forças que aspiram deixar-nos na retaguarda da história nos queriam dispersos, seguindo o mesmo jogo perverso que bem conhecemos por seus resultados nefastos para a humanidade. No entanto, com esta larga travessia, cruzando fronteiras de três continentes e abrindo o coração libertário ao mundo, nós cumprimos o nosso dever sagrado para aprofundar o pacto entre os povos com os quais temos condição comum, a apostamos nos mesmos desafios eompartilhamos as mesmas esperanças. Difícil vai ser silenciar este canto plural que está sendo entoado por múltiplas nações, que frente à globalização hegemônica imposta pelo capitalismo começaram a edificar globalizações contra-hegemônicas, e -para colocar nos termos do pensador Português quando Boaventura de Sousa Santos, em seu livro “Uma epistemologia do Sul” - nos propõe a considerar um novo movimento democrático transnacional. Neste sentido, senti no espírito compartilhado entre os povos irmãos da Líbia, Argélia, Síria, Irã, Turquemenistão, Belarus, Rússia e Espanha que, ante a crise global não são suficientes esforços isolados. As afinidades que encontramos nos países irmãos contribuirão na marcha conjunta. Além disso, novos e múltiplos acordos que temos assinados são uma prova de que estamos prontos, com todas as forças que nos exigem a história, a crescer mantendo sempre bússola orientada, com inabalável firmeza, até a conquista da felicidade do nosso povo. Imenso é o compromisso. Imenso também é o nosso empenho para não nos deixarmos tragar pelas forças obscuras que procuram acumular riqueza para uns poucos ao custo da miséria de milhões de seres humanos. Esta assimetria monstruosa e desumana deve ser mudada radicalmente ou não haverá vida para ningém em um futuro não tão distante. II Nesta semana que se encerra, se completaram 36 anos da tragédia chilena. Acho que uma das lições a se retirar dela é esta: para o imperialismo e as classes dominantes, o fundamental é preservar o sistema capitalista. O companheiro Salvador Allende foi um democrata exemplar e ainda assim contra ele e contra seu povo, perpetraram o mais monstruoso dos crimes, em 11 de setembro de 1973. Allende foi o grande precursor da mudança de época que a América do Sul está vivendo hoje. Se equivocaram, então, os que disseram que o traçado proposto pela Unidade Popularera errado. O socialismo não significa colapso da democracia e do Estado de Direito, mas pelo contrário, a sua plena realização. Se completaram também 8 anos de um outro 11 de setembro: o de 2001. Impossível esquecer que aquele dia começou a mais brutal escalada imperialista. Não há ninguém que não questione a versão oficial - que dera o governo Bush - sobre os trágicos acontecimentos em Nova Iorque. E o mais terrível é que aquele dia foi tomado como pretexto para uma "guerra ao terrorismo", que permitiu ao império atropelar impunemente povos e soberanias. Deste modo aconteceu no Afeganistão e no Iraque. Há também o apartheid doloroso que padece o povo palestino nas mãos do estado de Israel, como prova de quem são, real e verdadeiramente, os praticantes do terrorismo no mundo (…)." (Fonte: As linhas de Chávez, publicadas em Cuba Debate.)

11 de setembro de 2009

O discurso de Allende.

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Luis Nassif se lembrou e aí o homenageou. Eu aproveito e pego carona. E faço a minha homenagem ao presidente Salvador Allende, presidente do Chile, socialista, assassinado pelos miltares golpistas, comandados por Pinochet. Allende morreu lutando e deixou esse discurso histórico.
Companheiro Allende, presente!

Tucanos e o pré-sal.

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Todo mundo quer saber. Qual é a posição dos tucanos sobre o pré-sal? Eles não dizem. O que vão fazer se ganharem a eleição para presidente da república? Porque o discurso udenista de moralidade seletiva, não resolve. Tem que apresentar seus projetos estratégicos.
O portal Vermelho publicou matéria questionando o silêncio tucano. Leia:

"O líder do Governo na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-SP), rechaçou as críticas da oposição que insiste em dizer que os projetos do pré-sal que estão para o debate no Congresso Nacional são ações eleitoreiras. Ele cobrou, por exemplo, um posicionamento sobre o mérito das matérias. "O País aguarda da oposição, sobretudo de grandes líderes como os governadores José Serra (PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG), que opinem, sobre a proposta de partilha na exploração do petróleo", disse. De fato no site oficial do PSDB o maior destaque é dado ao trabalho dos tucanos agora no Senado para retirar o regime de urgência para avaliação dos projetos do pré-sal. Na ausência de opinião sobre o mérito, são constantes as críticas sobre o viés eleitoreiro das medidas.

"Temos muitas dúvidas e o tempo de discussão deve ser o de esclarecer. É um assunto complexo. Não há motivo para debates açodados", afirmou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). Segundo a Agência Tucana, ele disse estar convencido de que o presidente Lula também irá retirar a urgência no Senado. No principal texto do site, o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), demonstra preocupação com o uso eleitoreiro que o governo faz sobre o assunto. “Guerra não tem dúvida de que o objetivo do PT e do presidente Lula é montar uma armadilha eleitoral para a oposição no debate e, a partir daí, construir um discurso de campanha para a ministra da Casa Civil e candidata presidencial Dilma Rousseff”, diz a agência dos tucanos. "O debate que o Brasil quer fazer é como utilizar a riqueza do pré-sal para garantir o desenvolvimento", rebateu Fontana. Segundo ele, as estimativas mais tímidas preveem que as reservas de petróleo brasileiras devem duplicar. "No regime de partilha, como o governo Lula propõe, a Nação ficará com 70% a 80% do petróleo a preço de mercado", ressaltou."

Na íntegra, aqui.

Falta um ano para os "dez anos".

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Hoje começa a contagem regressiva. Mas não é para os cem anos do "timão", apelido que a torcida do Corinthians dá ao seu time. É para os dez anos do ataque às torres gêmeas do World Trade Center. E quando essa data chegar, uma série de especiais, publicações, apostilas, dvd's, enfim, toda uma parafernália de mídias e conteúdos sobre esse episódio da história.
Falta um ano.

10 de setembro de 2009

Campanha de privatização da Revista Veja.

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Vamos participar da campanha pela privatização da "Revista" VEJA, aquela que vive a pregar o neoliberalismo, mas que não vive sem o dinheiro público.

A ética empresarial no Capitalismo.

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O caso do piloto brasileiro Nelson Ângelo Piquet, conhecido como Nelsinho, onde ele propositadamente causou uma batida com seu carro de Fórmula-1, no ano de 2008, obedecendo ordens da equipe Renault, através de Flávio Briatore ( o patrão) é mais um exemplo da "ética" que envolve o mundo dos negócios no capitalismo. Para vencer uma corrida, mandaram o rapaz bater com o carro e ajudar a Fernando Alonso.
Nelsinho já confessou por escrito à Federação Internacional de Automobilismo - FIA. (Leia a carta de Nelsinho aqui)
No entanto, certas regras, mesmo no capitalismo, devem ser cumpridas. Vai sobrar chumbo grosso para o Nelsinho e para a equipe. Na verdade, porque essa armação prejudicou outras equipes, os negócios milionários dos outros. Não foi nem pela questão esportiva. No sistema capitalista não há nenhuma preocupação nem com a miséria dos seres humanos, quanto mais com a lisura esportiva. Mas envolve patrocínio, dinheiro, outras empresas. Aí o negócio vai ficar feio.

9 de setembro de 2009

Serra pôs a culpa na chuva!

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O governador de São Paulo, José Serra (Zé Pedágio) disse hoje que a culpa pelas tragédias das enchentes de São Paulo é da chuva. O discurso é o mesmo sobre a causa das péssimas condições das estradas no Nordeste: é da chuva! E a chuva não tem como se defender. As pessoas moram em barrancos, quando moram em áreas ocupadas, são despejadas, quando moram em Heliópolis são atacadas pela polícia e quando tem deslizamento a culpa é da chuva, só da chuva...
Esse é o jeito tucano de governar.

São Paulo não tem prefeito nem governador.

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Do Blog Viomundo:

"Minha proposta é que vocês procurem por aí alguma citação ao nome do governador de São Paulo. Ou ao prefeito de São Paulo. Na hora da enchente -- aliás, dos "pontos de alagamento" --, São Paulo não tem governador. Nem prefeito. Tem "pontos de alagamento" e "excesso de veículos". É tudo obra divina. Ou culpa da população, que joga lixo na rua. Ainda que isso também seja o caso, acho estranho que não haja qualquer cobrança. Enquanto isso, toma propaganda da lei anti-fumo em rede nacional de TV. Repito: os dois, eventualmente, vão aparecer. Vão aparecer "em ação". Para jogar a culpa em Deus. Ou nos moradores da cidade, esses "vândalos"."

Minha observação: esses são os governantes neoliberais instruídos que os mais conservadores adoram endeusar.

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8 de setembro de 2009

Luta contra o trabalho escravo no Brasil.

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Matéria sobre o projeto "Escravo, nem pensar".
"O objetivo do projeto é diminuir, através da educação e da comunicação comunitária, o número de adolescentes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste aliciados para o trabalho escravo na fronteira agrícola amazônica. Consiste em campanhas de informação para capacitar líderes populares e professores e educadores para introduzir o tema do trabalho escravo contemporâneo em sala de aula e na comunidade. O projeto teve início em 2004(continua).
A Organização Internacional do Trabalho apóia esse projeto.
Por iniciativa e pedido da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), esse estudo, realizado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), identificou as cadeias produtivas em que estão inseridas as fazendas do cadastro de empregadores da portaria 540/2004 do Ministério do Trabalho e Emprego (conhecido como a “lista suja” do trabalho escravo no Brasil). Seu objetivo é informar e alertar a sociedade brasileira, à indústria e aos mercados consumidor, varejista, atacadista e exportador da existência de mão-de-obra escrava na origem da cadeia de produção de muitas mercadorias que hoje são comercializadas no país. (continua)
O Pnud e a SDH apóiam esse projeto
A Repórter Brasil, desde 2001, tem sido um dos principais veículos a cobrir o tema do trabalho escravo no Brasil e a pautá-lo na mídia e nos debates da opinião pública. Atua em parceria com outros veículos de comunicação para a publicação de notícias, artigos e reportagens e realiza seminários voltados para jornalistas, sociedade civil e formadores de opinião. Com isso, a Repórter Brasil tem contribuído para o aumento da incidência do tema na mídia. A Organização Internacional do Trabalho realizou um levantamento revelando que, em 2002, o tema “trabalho escravo” apareceu na mídia em 260 matérias. Em 2003, o número saltou para 1541 e, em 2004, 1518. Baseado em sua experiência nessa cobertura, a ONG Repórter Brasil lançou, em abril de 2006, a Agência de Notícias sobre Trabalho Escravo – o primeiro veículo jornalístico voltado para o tema no Brasil. Sua função é aumentar a circulação de informações a respeito da escravidão contemporânea e de todas as formas de trabalho degradante, servindo de pauta para outros veículos de comunicação e de subsídio para ações dos três poderes e da sociedade civil. E, além de informar jornalistas, governo e sociedade, a Agência tem como um dos alvos principais as organizações sociais que atuam junto aos trabalhadores rurais e urbanos de municípios do Norte, Nordeste e Centro-Oeste com altos índices de aliciamento para o trabalho escravo.

1 de setembro de 2009

Discurso histórico sobre o petróleo.

Um comentário:
Discurso do presidente Lula sobre o petróleo a ser explorado abaixo da camada do pré-sal:
"Minha querida companheira Marisa Letícia,
Excelentíssimo senhor presidente do Senado, José Sarney,
Excelentíssimo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer,
Ministra Dilma Roussef, ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República; ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, em nome dos quais cumprimento todos os ministros aqui presentes,
Quero cumprimentar todos os governadores que vieram ao lançamento do pré-sal,
Quero cumprimentar as autoridades dos Superiores Tribunais aqui de Brasília,
Quero cumprimentar os nossos amigos senadores e deputados que estão presentes,
Quero cumprimentar os membros do corpo diplomático,
Quero cumprimentar os prefeitos aqui presentes,
Em nome dos empresários eu gostaria de cumprimentar o nosso companheiro José Sérgio Gabrielli, presidente da nossa gloriosa Petrobras,
E o Luciano Coutinho, presidente do BNDES,
Minhas amigas e meus amigos,
Hoje é um dia histórico.
O governo está enviando ao Congresso Nacional sua proposta do marco regulatório para a exploração de petróleo e gás no chamado pré-sal.
Estou seguro de que, nos próximos meses, os deputados e senadores, recolhendo também as contribuições de governadores e prefeitos, aperfeiçoarão as propostas do governo, trabalhando com responsabilidade, espírito público, compromisso com o país e, sobretudo, muita visão de futuro.
Estou seguro também de que o povo brasileiro entrará de corpo e alma nesse debate tão importante para o destino do Brasil e para o futuro dos nossos filhos.
Porque esse não é um assunto apenas para os iniciados e especialistas. Nem é tampouco um tema que deva ficar restrito somente ao parlamento. Ao contrário, ele interessa a todos e depende de todos.
Por isso mesmo, quero convocar cada brasileiro e cada brasileira a participar desse grande debate. Trabalhadores, donas de casa, lavradores, empresários, intelectuais, cientistas, estudantes, servidores públicos, todos podem e devem contribuir para que tomemos as melhores decisões.
Minhas amigas e meus amigos,
O chamado pré-sal contém jazidas gigantescas de petróleo e gás, situadas entre cinco e sete mil metros abaixo do nível do mar, sob uma camada de sal que, em certas áreas, alcança mais de 2 mil metros de espessura.
Não se pode ainda dizer, com certeza, quantos bilhões de barris o pré-sal acrescentará às reservas brasileiras. Mas já se pode dizer, com toda segurança, que ele colocará o Brasil entre os países com maiores reservas de petróleo do mundo.
Trata-se de uma das maiores descobertas de petróleo de todos os tempos. E em condições extremamente importantes: as reservas encontram-se num país de grandes dimensões, de grande população e de abundantes recursos naturais. Um país que conta com um regime político estável e instituições democráticas em pleno funcionamento. Um país pacífico que faz questão de viver em paz com seus vizinhos. Um país que possui uma economia sofisticada, com um parque industrial diversificado, uma agropecuária de ponta e um setor de serviços moderno. Um país que, tendo dado passos importantes na superação das desigualdades sociais, encontrou seu caminho e está maduro para dar um salto no desenvolvimento.
Como já disse em outra oportunidade, o pré-sal é uma dádiva de Deus. Sua riqueza, bem explorada e bem administrada, pode impulsionar grandes transformações no Brasil, consolidando a mudança de patamar de nossa economia e a melhoria das condições de vida de nosso povo.
Mas o pré-sal também apresenta perigos e desafios. Se não tomarmos as decisões acertadas, aquilo que é um bilhete premiado pode transformar-se em fonte de enormes problemas. países pobres que descobriram muito petróleo, mas não resolveram bem essa questão, continuaram pobres.
Outros caíram na tentação do dinheiro fácil e rápido. Passaram a exportar a toque de caixa todo o óleo que podiam e foram inundados por moedas estrangeiras. Resultado: quebraram suas indústrias e desorganizaram suas economias. E, assim, o que era uma dádiva transformou-se numa verdadeira maldição.

Dica de leitura: Costumes em comum.

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Hoje é feriado na cidade em que resido. É o dia da padroeira da cidade. A padroeira é Nossa Senhora da Penha. Dessa maneira, a leitura é boa companheira. E a dica de leitura é um livro famoso do historiador Edward Thompson.
Trata-se de livro Costumes em comum: estudos sobre a cultura popular tradicional.
Um verdadeiro trabalho de erudição histórica e vigor científico. São analisados os costumes populares nos séculos XVII e XVIII na velha Inglaterra, tais como a defesa do uso das terras comunais, a venda de esposas em leilão, as noções de tempo, os protestos populares e motins pelo pão, as punições para o desrespeito aos costumes.
Uma boa edição é a da Companhia das Letras.